A TIM Participações obteve lucro líquido de R$ 180 milhões em 2008, 163,8% superior ao de 2007, quando apurou R$ 68 milhões. O lucro líquido de R$ 299 milhões no quarto trimestre foi o principal responsável pelo resultado anual, pois reverteu o prejuízo de R$ 120 milhões registrado nos primeiros nove meses do ano.
De acordo com a operadora, a recuperação no segundo semestre de 2008 deveu-se sobretudo à melhoria na dinâmica das promoções, ao foco no crescimento seletivo da base de clientes, à recuperação e uso correto do canal de televendas e ao aumento das ações de gestão de custos.
"Tivemos duas fases bem distintas em 2008", afirmou o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani. Segundo ele, o primeiro semestre foi momento de dificuldades.
"No segundo momento, iniciamos fase de reestruturação, baseada em disciplina financeira e em abordagem de valor na conquista de novos clientes", afirmou o executivo.
A base total de clientes da empresa fechou 2008 com 36,4 milhões de usuários, expansão de 16,5% em relação a 2007. A participação de mercado da empresa, no entanto, sofreu queda de 1,6 pontos percentuais, chegando a 24,2%. A participação nas receitas de serviços - foco principal da companhia - foi estimada em 27,3% ao final do ano.
A receita líquida da empresa no ano foi de R$ 13,081 bilhões, alta de 5,1% em relação a 2007. Deste montante, 92,5% correspondem à receita líquida de serviços, que atingiu R$ 20,097 bilhões, alta de 5,9% frente o ano anterior.
O crescimento da receita, entretanto, ficou abaixo da meta de 7% estipulada pela companhia. Segundo Luciani, isso decorreu do desaquecimento da base de linhas do serviço pós-pago ocorrido no último trimestre.
Outros indicadores, no entanto, reagiram melhor às ações praticadas pela empresa na segunda metade do ano.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 928 milhões no quarto trimestre de 2008, crescimento de 16% em relação aos R$ 800 milhões gerados no terceiro precedente. No ano, o aumento do Ebitda foi menos significativo. Dos R$ 2,840 bilhões registrados em 2007, a Tim passou para R$ 2,899 bilhões.
Segundo a companhia, a pequena variação é reflexo de maiores despesas comerciais e de interconexão. A margem Ebitda fechou o ano em 22,2%, em linha com as previsões iniciais da empresa.
Para este ano, Luciani aposta em plano de relançamento da TIM Brasil, que terá como desafio inicial a perda na participação de receita da companhia.
Entre as estratégias para este ano estão o reposicionamento da marca, uma abordagem convergente e um novo portfólio de ofertas. "Nosso objetivo é tornar a TIM a operadora número um para os clientes de valor", disse.
Luciani afirmou que a empresa comprará menos neste ano e investirá mais no aluguel de meios e em parcerias.
"Trabalharemos com o conceito de comprar menos e fazer mais", disse o executivo.
Investimentos. Em 2008, os investimentos da companhia somaram R$ 3,3 bilhões, incluído o montante de R$ 1,3 bilhão para licenças de serviços de terceira geração (3G).
valor, 89% foram investidos em redes e em tecnologia da informação (TI).
As despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 141,4 milhões no quarto trimestre, contra R$ 55,9 milhões em igual período de 2007.
A empresa explicou que o aumento deve-se à expansão da dívida em R$ 1,1 bilhão, além de taxas de juros mais elevadas e ajuste do valor de aquisição da licença 3G a valor presente.
fonte: Jornal do Commércio Brasil