O setor que mais gerou empregos em Curitiba em janeiro foi o de serviços – 862 vagas. Segundo o secretário municipal do Trabalho, Jorge Bernardi, os segmentos que mais contrataram foram o de hospedagem e alimentação, conservação e limpeza, e de serviços médicos. Outra área que tem mostrado fôlego é a de telemarketing. “Olhando para o mercado em dezembro, esperávamos uma retração em janeiro e fevereiro. Foi uma boa surpresa ver que as contratações reagiram”, avalia.
“O setor de alimentação está crescendo 5% ao ano e tem um custo baixo de geração de emprego”, diz Luciano Bartolomeu, diretor executivo da seção paranaense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Na bolsa de empregos da associação, há 150 vagas em aberto, várias delas para novos empreendimentos. Os investimentos envolvem inciativas de grande porte, como o Park Gourmet, um centro de restaurantes aberto no fim do ano passado no Parkshopping Barigüi. Só ali, estão sendo criados 200 empregos.
Negócios menores aparecem quase que diariamente na cidade. Na última sexta-feira, por exemplo, foi inaugurado um novo restaurante mexicano, o Imix. Ele é tocado por sua proprietária, Elena Alfiero Gallegos, que veio do México em 1985 e há 20 anos vende tacos nas feiras gastronômicas da cidade. “Decidi que era o momento de investir no restaurante e espero que o negócio cresça”, diz. A equipe foi contratada entre novembro e fevereiro e Elena já se prepara para empregar uma segunda cozinheira.
Outro exemplo é a rede de lanchonetes Subway, que se prepara para abrir cinco unidades na cidade até o fim de maio. A primeira delas está no Centro Cívico e já contratou parte dos funcionários. Ao todo, serão 60 empregos diretos.
O presidente da Abrasel, Marcelo Pereira, conta que o setor ainda tem dificuldade para preencher todas as vagas. “A rotatividade é alta. Estamos investindo em qualificação e aumentando os benefícios, como a concessão de assistência médica”, conta. O último projeto de Pereira é o restaurante Mediterraneo, no Park Gourmet, inaugurado em dezembro.
Outros segmentos
Em janeiro, o setor de serviços também contou com um efeito sazonal. Nesta época do ano as imobiliárias aumentam o quadro de pessoal porque mais imóveis são alugados entre fevereiro e abril. “É a época em que muita gente se muda para estudar, ou para assumir um novo emprego”, explica Luiz Carlos Borges da Silva, do Secovi, sindicato que representa as imobiliárias.
Outro destaque do início do ano tem sido a demanda das empresas de telemarketing, segundo a Secretaria Municipal do Trabalho. A Feedback CWB, por exemplo, está com 40 vagas abertas e não tem conseguido preenchê-las no ritmo desejado. A firma expandiu a operação na cidade – a área de cobrança passou de 20 para 40 funcionários e a área de vendas, que tinha 40 pessoas, passará a ter 90 para atender aos pedidos das empresas de telefonia. “Com a portabilidade, as empresas têm investido mais no esforço de vendas”, conta Guilherme Muniz, supervisor de cobrança da empresa.
fonte: Gazeta do Povo