A República de Platão
Introdução
A República , obra prima milenar, apresenta- se como base para a compreensão de diversos assuntos políticos, jurídicos, entre outros . Não só para acadêmicos, mas para todos os que aspiram a elucidação de algumas idéias e conceitos específicos, tratados no livro com muito esmero em forma de um diálogo entre Sócrates e outros .Trata-se, portanto de uma relíquia, cuja indefinível valor tem sido reconhecido ao longo do tempo, e cuja importância é perpetuada e enquadrada nos diferentes contextos históricos.
Através de uma analogia entre Estado e individuo, o autor consegue encontrar a essência da famosa "virtude da alma", citada por muitos, porém conhecida por poucos.Para tornar o estudo possível, Platão cria A República , uma espécie de Estado ideal onde a justiça deve naturalmente prevalecer , podendo ser assim analisada.
Em tempos de tanta descrença em máximas como a justiça, a bondade, a felicidade etc..., esta obra se torna indispensável pelo seu conteúdo ético e moral.
Idéia básica de cada capítulo
Capítulo I
Há discussões sobre a justiça, iniciada sem intenções por Céfalo quando expõe que , no limiar da vida, os homens se preocupam com o número de injustiças que cometeram pois disso dependerá o futuro da sua alma, no julgamento dos deuses. A seguir , decorrem várias exposições sobre o que é a justiça : será dizer a verdade e pagar dívidas e sacrifícios (Simônides) ; ou então a arte de fazer bem aos amigos e o mal aos inimigos. Sócrates consegue convencer a todos , através de situações onde os conceitos dados não são aplicados ,que justiça não pode ser simplesmente dizer a verdade ou , de forma alguma , fazer mal aos inimigos ( Quando se faz o mal a uma pessoa, contribuímos para torná-la pior e isso não pode ser justo.)
A seguir, é lançada uma nova teoria para a justiça, explanada por Trasímaco : que a justiça é a conveniência do mais forte, ou seja, ser justo é seguir as vontades do governante - que no caso é o mais potente - pois este cria as leis de acordo com o que é melhor pra si.E neste contexto , a injustiça é o meio por onde os que não são tão fortes satisfazem suas próprias aspirações . Trasímaco cita vários exemplos onde o justo tem uma vida menos feliz que o injusto e demonstra que na verdade, a justiça é o vício (onde o governante tenta impor suas vontades,visando seu próprio benefício) e a injustiça é a prudência. Sócrates combate sabiamente as exposições do sofista, analisando cada argumento e rebatendo-o , afirmando que os que governam o fazem porque se sentem os mais indicados para o cargo e não porque querem se satisfazer através de leis ,que os justos que são bons e virtuosos (pois não tentam exceder seus semelhantes) e consegue demonstrar que a justiça é a virtude da alma já que, apenas com ela , os homens são capazes de se associar , de conseguir empreender qualquer coisa e de viver bem.Através desse ponto, o filósofo consegue provar por a mais b que o justo tem uma vida feliz e o injusto, desgraçada.
Apesar de toda discussão, Sócrates percebe que não descobriu o principal, ficando sem saber ao certo se a justiça é o que realmente ele concluiu,só com a certeza de que os argumentos do sofista estavam errados. No fim, o grupo percebe que ninguém sabe ao certo o que é a justiça.
Capítulo II
Neste capítulo continua a discussão porém agora todos querem saber o que é a justiça.A figura de Glauco então se destaca , clamando que a justiça faz parte do grupo dos bens que se pratica devido às aparências
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