A ASPAM E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O SERVIÇO SOCIAL
O Serviço Social do Pará teve como grande impulso a partir da criação do curso de Serviço Social. Houve a necessidade de uma capacitação dos profissionais. A assistente social Maria Eunice Garcia Reymão conheceu a contribuição de pesquisa na construção do conhecimento. Quando retornou a Belém, 1965, iniciou uma série de seminários para prática exposição das pesquisas no Curso de Serviço Social. A profª Eunice Reymão com a prática profissional do assistente social ajudou na fundação da ASPAM. A amplitude da associação para a Amazônia deve-se ao fato da participação no grupo de especialização de professores oriundos da Universidade do Maranhão, uma das Universidades do Amazonas e uma natural de Santarém, exercendo a cátedra na Universidade de São Paulo, cabendo-lhe a tarefa de ampliar a ASPAM com a criação de núcleos em seus Estados e Capitais.
Maria Eunice Reymão:
Formou-se pela Escola Normal do Pará como a sociedade belenense planejava para moças. Após contrariar os pais ingressou na segunda turma de Serviço social e a sua contribuição foi vital para o crescimento do espaço profissional do assistente social. Em busca pelo conhecimento, ocupou vários cargos na UFPA, reitoria, sendo considerada coordenadora do programa de expansão. Preocupou-se em registrar esses momentos, documentando os fatos ocorridos e, possibilitando conhecer melhor a história da profissão. É destaque a sua autoria na proposta e fundação da Associação de Assistentes Sociais Pesquisadores na Amazônia ASPAM.
Maria Ruth Garcia Reymão:
Assistente social, graduada na 1ª turma diplomada pela Escola de Serviço Social do Pará, em 1958. Sendo sua entrada no curso de Serviço Social haveria ocorrido, ao inscrever-se num curso de Auxiliares Sociais ministrado por dois assistentes sociais de São Paulo. Ingressando como funcionária do Serviço Social da Indústria SESI/PA, recém-criado em Belém para cuidar dos males sociais. Posteriormente deixa SESI e irá estruturar o Serviço Social na Petrobrás/RENOR, assumindo o cargo de Coordenadora dos Assistentes Sociais da Empresa na Região que congregava os Estados do Amazonas, Pará e Maranhão.
Podemos considerar Maria Ruth como uma das pioneiras de Serviço Social no Pará, conduzindo os assistentes sociais à organização das Associações da categoria sendo fundadora da Associação Profissional de Assistentes Sociais (APAS) e sócia desde sua fundação, assistente social-fundadora do Conselho Regional de Assistentes Sócias/CRAS 1ª Região e sócia desde sua fundação. Recebeu o título de pioneira na institucionalidade da Escola de Serviço Social do Pará e o pioneiro na abertura de espaço de estágio em Serviço Social pela ASPAM, em 1986.
A contribuição da ASPAM para o Serviço Social na Amazônia
Desde a criação da Escola de Serviço Social em 10 de abril de 1950, os profissionais muitas vezes por iniciativa própria buscavam cursos de capacitação profissional para atender as demandas oriundas das instituições. Muitos assistentes sociais faziam parte da Escola de Serviço Social e, outras instituições que ofereciam campo de trabalho, como: SESI, SESC, LBA, FBESP, COHAB, SUDAM, HOSPITAL BARROS BARRETO, FUNDAÇÃO PAPA JOÃO XXIII, dentre outros.
A transferência da Escola de Serviço Social do Instituto Ofir Loyola para a Universidade Federal do Pará, através da Lei nº 4.283, de 18 de novembro de 1963, a qual, somente veio a concretizar-se em 1964 e, com isto, ofereceu maior possibilidade de intercâmbio com outras entidades de Ensino Superior, propiciando a troca de informações e experiências profissionais. Preocupação somente dos assistentes sociais que buscavam a formação no curso, visto que, a sociedade paraense vivenciava o período da ditadura militar e os planos de desenvolvimentismo para a Amazônia engajaram os profissionais de Serviço Social na operacionalização desse projeto desenvolvimentista para a Região Amazônica.
As questões sociais passam a exigir um maior
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