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A RELAÇÃO DO TRABALHO

Trabalho por sandra, estudante de Serviço Social @ , Em 09/08/2010

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
CURSO SUPERIOR SERVIÇO SOCIAL

AS RELAÇÕES DE ESTADO
O VALOR DO TRABALHO NO ESTADO BRASILEIRO

O Surgimento do Estado novo dominou o Brasil de 1937 a 1945. No início de 1937, a maioria dos lideres políticos brasileiros não ignorava que estava sendo preocupado um golpe de Estado, articulado pela alta chefia das Forças Armadas e por Getúlio Vargas.
Estado, conjunto de várias famílias que tem os mesmos costumes, mesma acedência ética, mesma religião, língua, tradição, dotada de soberania política.
As relações de Estados representavam as seguintes características:
• Na política _ Predominavam os governos absolutistas, com os reis acumulando grande poder em suas mãos. Não havia liberdade individual nem constituições.
• Na economia _ Predominavam as idéias mercantilistas, que defendiam a interferência governamental nos assuntos econômicos, e o colonialismo.
• Nas relações sociais _ A sociedade, geralmente, encontrava-se dividido em três grupos ou estado: primeiro estado, o clero; segundo estado, a nobreza; terceiro estado, a burguesia e os trabalhadores urbanos e rurais. Os dois primeiros estados mantinham os privilégios típicos de período feudal. A burguesia, apesar de enriquecimento pelo comércio, era desprezada socialmente.
• Na cultura _ A pós o renascimento, nos séculos XVI E XVII, a Europa conheceu uma verdadeira “revolução” científica, baseada no racionalismo, que afirma ser a razão a única fonte de conhecimento.
• Na religião _ Após a Reforma, tornaram-se comuns as perseguições religiosas. Cada governante passou a querer impor sua religião aos governados.
No final de século XVIII, porém, muita coisa começou a mudar. Com as transformações econômicas e sociais, surgiram as idéias liberais.
Os pensadores liberais combatiam o absolutismo dos reis, os privilégios da nobreza e do clero, o fanatismo religioso e as práticas mercantilistas. Em substituição a esse estado de coisas, eles propunham um governo exercido pelo povo, à igualdade social, a liberdade de culto e de expressão e a liberdade econômica.
Nessa marcha pelo Brasil, viram que a miséria do povo brasileiro era maior do que pensava. Vira também a exploração do povo pelos latifundiários, e afirmaram sua convicção de que era preciso mudar as coisas, substituir o governo. Por isso, apoiaram a Revolução de 1930.
O governo provisório de 1930 – 1934 foi Getúlio Vargas, que assumiu a presidência em caráter provisório, até que fossem convocadas as eleições para a escolha dos novos governantes. Nesse período, Getúlio deteve todo o poder em suas mãos, fechando o Congresso e nomeando interventores para os Estados.
O novo governo começou atendendo às principais reivindicações dos trabalhadores: criou o salário mínimo, estabeleceu a jornada de oito horas de trabalho, estabeleceu o repouso semanal remunerado e obrigatório, as férias pagas, a indenização pelo tempo de serviço quando o trabalhador fosse demitido etc. As mulheres conseguiram o direito de votar. Mas, por outro lado, o governo também começou a exercer um controle muito grande sobre os trabalhadores, os sindicatos deveriam obedecer às regras determinadas pelo governo. Os trabalhadores continuavam, portanto, sem liberdade para se manifestar, para reclamar seus direitos. Em resumo, a situação do povo não melhorou muito, apesar da propaganda do governo que apresentava Getúlio como “pai dos pobres e dos trabalhadores”.
A constituição vigente estabelece que a ordem econômica do Brasil deva ser organizada conforme os princípios da justiça social, conciliando a liberdade com a valorização do trabalho humano. A lei ampara os trabalhadores garantindo-lhes os direitos que visem melhoria de sua condição social.
Os paulistas, de modo especial os fazendeiros do café, não se conformavam com a derrota sofrida na Revolução de 1930 e queriam reconquistar o controle do governo. Não aceitavam o interventor que Getúlio tinha nomeado para São Paulo, o tenente pernambucano João Alberto. Os paulistas queriam um interventor civil e paulista.
As manifestações de rua foram crescendo. Os manifestantes _ em sua maioria estudantes universitários, comerciários e profissionais liberais _