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A ATUA!O DO SERVII SOCIAL NO CENTRO DE REFER?CIA ESPECIALIZADO DE ASSIST?CIA SOCIAL-PROGRAMA SENTINELA CREAS.

Trabalho por Elza Aparecida de Souza Carvalho Grade, estudante de Serviço Social @ , Em 27/08/2010

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INTRODUÇÃO

O Serviço Social nasce e se desenvolve como profissão inscrita na divisão sócio-técnica do trabalho, enquanto especialização do trabalho coletivo (social) que só pode ser compreendida mediante o exame das condições e relações sociais historicamente determinadas, que conferem uma direção social ao exercício profissional (YASBECK, 2000, p.95).
Desta forma, desvendar o cotidiano da prática profissional de forma crítica é essencial para se conhecer a profissão e como ela se realiza, nos diferentes campos de atuação do profissional.
O que nos motivou a escolha desta pesquisa foi que a partir da prática do estágio supervisionado realizada no Centro de Referência Especializado de Assistência Social/Programa Sentinela CREAS, entramos em contato com a temática da violência sexual contra criança e adolescentes e ainda perceber a complexidade de como se realiza a prática do Assistente Social especificamente junto a esta temática. Isto despertou em nós a necessidade de conhecer como se dá esta prática cotidiana do Assistente Social junto a crianças e adolescentes vítimas de violência.
Para tanto, no presente trabalho, realizamos uma investigação sobre a prática do cotidiano do Assistente Social junto ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social/Programa Sentinela CREAS, através de uma pesquisa qualitativa de fonte primária, onde através de uma entrevista semi estruturada buscamos conhecer e descrever como o Assistente Social realiza seu trabalho.
A escolha pela realização de um estudo qualitativo se deu devido à necessidade de capturar aspectos do cotidiano profissional que não seriam percebidos de outra maneira, a opção pela mesma se deu pelo fato de se obter maiores conhecimentos, bem como compreender o significado que os mesmos atribuem à realidade.
A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificados. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. (Minayo, 1994,p.21,22)
Este trabalho utiliza-se também da pesquisa bibliográfica para construção do referencial teórico, sendo esta, de fundamental importância para a análise e discussão dos dados que trazem subsídios e diretrizes para que se possa articular os dados coletados com o referencial teórico adotado.
O referencial teórico que subsidiou nossa caminhada na conquista de nosso objetivo, é apresentado neste trabalho em forma de capítulos, sendo que no primeiro apresentamos considerações sobre o surgimento do serviço social como profissão bem como seu processo de amadurecimento até nossos dias, por entendermos que a compreensão da prática profissional do assistente social em qualquer área, passa necessariamente pela compreensão da construção histórica da profissão. Em seguida, no capitulo dois, apresentamos algumas considerações sobre o conhecimento do cotidiano, por entendermos que é no desvelar do cotidiano que se encontra a chave para conhecer a efetivação da profissão. Já no terceiro capítulo, abordamos sobre o trabalho do assistente social no CREAS, definindo violência, por entender ser este o fenômeno presente em sua ação profissional. Diante do exposto (Iamamoto apud MAGALHÃES 2003, p. 19) coloca:
Os profissionais inserem-se em diversos processos de trabalho, os quais irão contar com peculiaridades especificas de seu campo de atuação e, em conseqüência, evidenciar os limites e as possibilidades de atuação do profissional.
Para nortear a análise dos dados de pesquisa de campo estabelecemos categorias de análises como: a estruturação cotidiana do trabalho e o uso do instrumental pelo profissional.
[...] b) Definição das categorias de análise: ou pelo menos deve-se definir linhas orientadoras para a análise (QUEIROZ, 1991). Ler mais uma vez todo o material transcrito ou documentos selecionados e levantar as categorias de análise, isto é, as questões que aparecem no material coletado e como os pesquisadores se posicionam frente a eles. As categorias de análises são os recortes a partir dos quais o material coletado no campo será analisado;[...] (apud. MARSIGLIA, 2007