A Destruição da Natureza: Atividades Humanas e Impactos Ambientais
UNOPAR
2009
1. INTRODUÇÃO
O século XXI chegou e as marcas da destruição desordenada da natureza estão cada vez mais preocupantes.
Na natureza, existe uma harmonia nas relações dos seres vivos entre si e entre estes e o meio ambiente. É o chamado Equilíbrio Ecológico. Ao quebrar essa harmonia, o homem provoca o que chamamos de Impacto Ambiental. Podemos dizer que os impactos ambientais são uma espécie de “choque” que rompe o equilíbrio ecológico.
É verdade que a própria natureza, com as erupções vulcânicas, os terremotos, os furacões e os maremotos, também provoca grandes estragos no meio ambiente. É preciso lembrar, porém, que muitas vezes ela responde às agressões a que é submetida pelo ser humano. Tempestades avassaladoras ou secas rigorosas ocorrem em virtude de mudanças climáticas decorrentes do desmatamento. Ouso inadequado dos solos para a agricultura tem aumentado o processo de desertificação em quase todos os continentes.
2. A DESTRUIÇÃO DA NATUREZA: ATIVIDADES HUMANAS E IMPACTOS AMBIENTAIS
Os impactos ambientais podem ocorrer em escala local, regional ou global, conforme afetem um lugar, uma região ou a Terra, de modo geral. Um derramamento de óleo no mar pode atingir um ecossistema litorâneo específico; chuvas ácidas causadas por poluentes urbanos interferem em florestas, rios e lagos da região. Em escala global, as mudanças climáticas são as mais sentidas (aquecimento global, secas prolongadas ou chuvas catastróficas).
A interferência do ser humano na natureza acontece em muitos lugares e em decorrência de suas várias atividades. Ocorrem impactos ambientais em ecossistemas naturais (florestas, mangues, cerrados e outros). As cidades não podem ser consideradas um ecossistema, mas são grandes poluidoras do ar, do solo e das águas. O lixo urbano é outro problema de difícil solução. As atividades agrárias agridem a natureza através do uso de agrotóxicos, provocando ou acelerando a erosão do solo. Mas a “campeã” da agressão ao meio ambiente é, sem a maior dúvida, a indústria, que afeta o ar, a água, as florestas, o solo e fabrica quase tudo o que se torna lixo na sociedade de consumo.
Os impactos ambientais eram muitos pequenos no início da história do homem. O aumento populacional e o desenvolvimento tecnológico, no decorrer do tempo, intensificaram rapidamente a dimensão desses impactos.
A agricultura foi a primeira atividade sedentária do homem. Com a necessidade de terras cultiváveis, ampliaram-se os impactos ambientais. Porém se observarmos, a indústria foi a atividade que mais acelerou o processo de destruição da natureza. Com a Revolução Industrial e a revolução tecnológica, o homem não é mais submisso ao meio natural. Desenvolveu técnicas para vencer os obstáculos naturais e explorar os recursos que o meio ambiente lhe oferece. Mas toda essa agressão à natureza não ficou impune, esses inúmeros impactos trouxeram para sua espécie, o homem, problemas que ameaçam não só a sua sobrevivência, como a dos demais seres vivos, na face da Terra.
As florestas guardam em seu interior uma grande parcela da biodiversidade da Terra. Regulam o fluxo de água, protegem os mananciais, oferecem madeira de lei e plantas medicinais. Sem falar que são habitadas por muitos povos indígenas.
Os países mais atingidos pelos desmatamentos estão localizados na faixa tropical do globo: Brasil, Equador, Colômbia, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua, Gana e Nigéria. Além desses, outros países situados na mesma faixa, como Congo, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia e Malásia, também são atingidos.
Apesar da sua importância, as florestas têm sido impiedosamente destruídas por várias atividades humanas, entre elas:
- A utilização dos terrenos para a agricultura;
- A exploração de recursos minerais;
- A extração da madeira;
- A construção de hidrelétricas;
- As queimadas (incêndios propositais ou não).
Os impactos ambientais decorrentes
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