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Assistencialismo e Assistência Social

Trabalho por Simone Marques, estudante de Serviço Social @ , Em 14/10/2007

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Assistencialismo e Assistência Social

Faculdade de Serv. Social Santa Luzia
2007


O texto “Assistência – Assistencialismo: a busca da superação da questão” aborda a forma de assistência prestada pelo Estado, as dificuldades dos usuários que precisam dessa assistência e o papel do Assistente Social e suas limitações diante desse quadro.

Os Assistentes Sociais têm uma visão limitada em relação á prática de assistência em sua profissão, na realidade essa prática é vista como um favor revestido em auxílio financeiro ou em determinadas outras formas de ajuda, cuja finalidade é diminuir as questões socais emergenciais quer sejam particulares ou coletivas.

A ação assistencial passa a ser vista como uma forma de amor à sociedade e por esse motivo não se faz necessário à presença de um profissional, podendo ser praticada por qualquer pessoa que se compadeça com a questão social vivenciada por um indivíduo ou determinado grupo de pessoas.

Por outro lado a ação assistencial é vista pelos leigos somente através de seus resultados imediatos, não sendo levado em conta suas soluções de longo prazo.

Nos casos em que o Assistente Social está presente diretamente, ele traduz com fidelidade o papel de “cuidador” exercido pela ação assistencial praticada pelo Estado.

As ações assistenciais são reprimidas pois elas repetem a tutela e não conseguem acabar com o ciclo da pobreza, esse fato ocorre pois a assistência é voltada para a facilidade de manobra social, ficando assim entre a marginalização e a integração social.

Com a elevação das classes sociais o Assistente Social deveria voltar-se para a integração e a promoção da população, realizando assim u processo de desenvolvimento dando assim oportunidades iguais para toda a sociedade, com isso haveria uma diminuição nos índices de pobreza e os programas sócias passariam a atender a situações emergenciais, que poderiam ser melhores solucionadas.

As ações assistenciais não podem limitassem a ações emergenciais, pois com isso o usuário torna-se cada vez mais dependente dessas ações, que acabam transformando-se em ações assistencialistas.

A questão assistencial deve ser considerada como uma via pela qual deva-se produzir bens e serviços voltados para as classes sociais.

As práticas assistenciais quando vistas como práticas voltadas para os menos favorecidos, fazem com que os serviços assistenciais sejam produzidos como benefícios e não como direitos.

Os serviços assistências passam a serrem vistos como “lucro” fácil tornando-se um emprego rendoso que não necessita de trabalho.

O Estado trata a Assistência social como um subprograma da área política tanto da saúde como também da política social.

O Assistente Social realiza seu trabalho diferentemente de outros profissionais, visto que, seu trabalho é realizado com meios que atendem as necessidades dos usuários, mesmo que momentaneamente ele tem como instrumento de trabalho “mercadorias” que são fornecidas pelo Estado, através das políticas públicas implantadas.

O Estado como detentor do poder e consequentemente da mercadoria, quer seja na prestação de alimentos, saúde ou de outras formas de assistência, trata o usuário como aquele que por ser impossibilitado de conseguir por si mesmo o recurso que precisa lhe oferece, de uma forma de assistência controlada, ou seja, para que ele usufrua determinados “benefícios” algumas regras lhe são impostas funcionando assim como uma espécie de controle social.

Para o Estado o Assistente Social é o responsável por “peneirar” os que realmente necessitem de assistência. Essa seleção é feita por critérios estabelecidos pelo Estado com objetivo de identificar as pessoas em situação de pobreza e miséria, por outro lado essa seleção estabelecida pelo Estado é o reconhecimento de que a pobreza é um problema coletivo fazendo assim, que sejam implantados programas que atendam uma grande parte da população carente, como por exemplo à tarifa baixa renda de energia elétrica.

O reconhecimento do grande número de pobres na sociedade juntamente com os movimentos nos