ANÁLISE DO CASO DA FAMÍLIA COYLE
Trata-se de um caso familiar, o qual é composto por cinco pessoas: pai, mãe, um filho de 16 anos, um filho de 15 anos e uma filha de 12 anos. O pai de profissão bombeiro, está preso sob a acusação de abuso sexual contra uma menor da mesma cidade. Com a prisão do mesmo houve uma desestruturação sócio-econômica, pois era ele o provedor do lar (quem sustentava a família). A partir daí o filho de 16 anos começa a apresentar problemas psicológicos ligados à ansiedade, vergonha, etc. O filho de 15 apresenta problemas relacionados à indiferença e a filha de 12 a princípio se decepcionou com o pai que era a figura principal. A senhora Coyle sentiu-se traída no começo apesar de amar seu marido, mas ao mesmo tempo apresentava-se confusa, envergonhada..
A mãe e as três crianças recebem salário família da "Ajuda da Criança Dependente", do Departamento do Bem estar do distrito, de onde vem a assistente social que passa a cuidar do caso da família. De início as principais preocupações da Assistente Social eram:
A Assistente Social analisou a situação da família em termos de possíveis áreas de problemas e todos esses problemas eram da alçada dos serviços oferecidos pelo Departamento em que ela trabalhava. A documentação legislativa conclui: " A função do assistente social de caso da Ajuda à Criança Dependente é o Serviço social de Família, que visa medidas que conduzam ou consigam que a família se sustente por si mesma"e melhoria das relações entre o casal e entre este e seus filhos, ou a melhor atuação na comunidade e eliminação de certas condições negativas que dizem respeito a conflito com a agência ou esclarecimento das condições de elegibilidade que sejam confusas ou duvidosas.
A Assistente Social manda uma carta para providenciar o primeiro encontro,e estranha o nervosismo da Srª Coyle. A lei federal exigia pelo menos uma visita anual para os casos de Ajuda à Criança Dependente.
A Assistente Social nota o comportamento da Srª Coyle e sabe que é psicológico o problema de isolamento da mesma, e pode afetar os filhos, pois isolou-se do mesmo modo que a sociedade isolara seu marido, um caso a meu ver de depressão. Ela sabe também que a reunião do casal beneficiaria muito os filhos.
As crianças foram visitar o pai com a ajuda da mãe, o filho mais velho começa a ir para a casa do tio, por sentir falta do pai, a Srª Coyle tenta arrumar trabalho para ajudar no orçamento, mas demonstra não estar motivada no momento para trabalhar, e no final da conversa ela faz um pedido indiretamente à Assistente Social quando comentou o preço das passagens até a prisão onde encontra-se seu marido, e perguntou se o Departamento não poderia enviar uma carta talvez para ajudar na reunião do casal, ambos ignorados pela Assistente Social.
Na avaliação da Assistente Social ela cita que a Srª Coyle ainda está bastante nervosa e abalada, que controla perfeitamente o orçamento bastante limitado, não vê necessidade de participar mais do ajustamento da família, que com a ida do filho mais velho para a casa do tio descartava a possibilidade de aumento no auxílio financeiro e por último diz que dali em diante manteria contato com a família por telefone.
No primeiro telefonema a Assistente Social diz que a Srª Coyle havia melhorado muito comparando com a última vez
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