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Conceito de Entrevistas

Trabalho por Carlos Alexandre Constantino, estudante de Serviço Social @ , Em 14/04/2006

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ENTREVISTAS


1. INTRODUÇÃO

Este trabalho tem o objetivo de dar uma breve introdução à técnica de entrevista e à modalidade de pesquisa intitulada "estudo de caso". A entrevista é a forma mais comum de coleta de dados, sempre que se esteja falando em "dados primários", ou seja, dados que estejam sendo coletados pela primeira vez. Essa constatação vale tanto para a pesquisa quantitativa como para a pesquisa qualitativa, embora o tipo padrão de entrevista seja diferente nos dois casos. Por outro lado, o estudo de caso é uma abordagem também comum nas ciências sociais aplicadas e se refere a quaisquer pesquisas onde exista apenas uma unidade sendo analisada, seja essa unidade uma pessoa, uma obra, uma comunidade, uma organização, etc.


2. A ENTREVISTA: CONCEITO

Às vezes costuma-se dizer que a entrevista é uma conversa que tem um propósito definido. Esse propósito é sempre a coleta de informações, embora essa última palavra queira dizer muitas coisas: opiniões, sentimentos, relatos, números, fatos, etc.Como as pessoas passam a vida conversando entre si, muitos estudantes tem uma impressão errônea de que qualquer pessoa está sempre preparada para conduzir entrevistas mas, na prática, não se pode entrevistar pessoas simplesmente da mesma forma como conduzimos nossas conversações diárias. Vejamos algumas poucas diferenças fundamentais:

a) No dia a dia, quando a pessoa que interrogamos manifesta o desejo de evitar certos assuntos, a boa educação nos manda aceitar o fato e polidamente conduzir a conversação para outros rumos. Quando se trata de uma entrevista de pesquisa, entretanto, muitas vezes o que realmente queremos são as respostas às perguntas que normalmente as pessoas não gostariam de responder. Não se pode abandonar as regras da etiqueta, ao mesmo tempo em que, com freqüência, procuramos obter das pessoas informações, opiniões, sentimentos e pontos de vista íntimos e privados.

b) No diálogo comum, o controle da conversa passa de uma para outra pessoa diversas vezes. No caso da entrevista é preciso que o controle esteja sempre com o entrevistador. É claro que "estar no controle" não significa que o entrevistador esteja falando o tempo todo (às vezes, é exatamente o contrário que acontece). O que sucede é que o entrevistador deve desenvolver estratégias de manter a conversação sempre girando em torno das áreas de interesse, embora temporariamente possa deixar o entrevistado à vontade e aparentemente solto por completo. As regras da entrevista variam de entrevistador para entrevistador; a dinâmica da entrevista pode inclusive variar bastante durante a conversação entre entrevistador e entrevistado.

c) Numa conversa de rotina entre amigos, casais,companheiros de trabalho, ou mesmo em conversas ocasionais, quando por exemplo duas pessoas entabulam um diálogo simplesmente porque estão sentadas lado a lado em um avião, o assunto ou tema da conversa é escolhido de comum acordo ou, pelo menos, qualquer um dos interlocutores pode mudar de assunto quando lhe convenha. No caso da entrevista, o assunto é selecionado apenas pelo entrevistador, que necessita exatamente daquelas informações para seu próprio benefício (fazer uma pesquisa, defender uma tese, publicar um artigo, etc.). Estamos prontos agora para uma definição mais formal de entrevista: Entrevista é um encontro e uma troca verbal, face a face, na qual uma pessoa, chamada entrevistador, tenta obter informações, opiniões, dados ou crenças de uma outra pessoa (o entrevistado ou respondente) ou grupo de pessoas. A forma como se dá essa "troca verbal" e a natureza das informações que são coletadas dependem do tipo de entrevista ou, dito de outra forma, dependendo do que se queira com a entrevista, ela assumirá características diferenciadas.


3. TIPOS DE ENTREVISTA

Embora não haja uma terminologia única, as entrevistas costumam ser classificadas segundo o grau de estruturação ou padronização. Alguns