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A Natureza que Orienta o Conhecimento da Prática do Assistente Social

Trabalho por Edjackson Costa Correia, estudante de Serviço Social @ , Em 19/09/2005

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A Natureza que Orienta o Conhecimento da Prática do Assistente Social


INTRODUÇÃO

O texto trabalha a natureza do conhecimento que orienta a prática do assistente social frente aos desafios do cotidiano, análise que remete tanto a pensar a relação entre saber científico e saber do senso comum, como também a questão do pluralismo e do ecletismo.


O conhecimento como luz para ler o singular

É na prática que o homem tem que demonstrar a realidade e a força, o caráter terreno de seu pensamento. No âmbito do serviço social, o conhecimento serve tanto para leitura da realidade como para alicerçar ações nessa realidade. Mas observa-se que, por razões diversas, os assistentes sociais da prática têm, em geral, fragilidade de conhecimento teórico para enfrentar o cotidiano, por falta de preparo do profissional para proceder a mediação entre a universalidade da teoria e a configuração singular dos fenômenos do cotidiano da prática. A questão, pois, não é aplicar teoria à realidade mas sim desvelar a realidade mediante o concurso da teoria, donde a importância do profissional saber trabalhar a ,mediação.

Para melhorar o preparo dos assistentes sociais em termos de conhecimento, há necessidade de romper-se com a compreensão de conhecimento científico e senso comum com instâncias opostas, porque na ação humana indiscutivelmente os dois se entrelaçam. É preciso adotar postura que admita o diálogo entre ambos, também é necessário reconhecer que,sob a crítica do senso comum se esconde muitas vezes uma crítica à prática cotidiana, onde esse tipo de saber comparece com mais expressividade. O assistente social precisa do conhecimento científico para dialogar com a experiência e consequentemente com o senso comum, esse conhecimento para poder efetivamente ajudá-lo, deve estar presente no profissional de forma efetiva.


O diálogo entre teorias: obedecendo à realidade

A teoria precisa estar sempre sujeita à dinâmica da necessidade e da curiosidade, que é a dinâmica do modo- de- ser do homem no mundo. As chamadas grandes teorias estão sendo questionadas em relação à sua capacidade/incapacidade de dar conta da dinâmica do real. Daí a franquia para o recurso a teorias auxiliares, embora limitadas para dar conta das relações entre os diferentes aspectos da realidade, podem oferecer um conhecimento bastante amplo dentro dos limites que se propõem.

Carlos Nelson Coltinho usa as expressões teorias concretas, parciais, intermediárias, dizendo que estas, embora sendo "falsas enquanto parciais", são "verdadeiras enquanto momentos de um processo", enquanto "momentos da verdade", mas alerta que o uso de teorias auxiliares não pode ser feito em substituição a uma principal,, e sim apenas como recurso auxiliar à impossibilidade da teoria principal dar conta sozinha do desvelamento da realidade. Coltinho reconhece que Freud teorizou sobre aspectos particulares da vida do homem que escaparam a Marx ou que não despertaram seu interesse. "Aceitar a teoria freudiana da neurose, a etiologia sexual das neuroses, é absolutamente compatível com a aceitação do marxismo coimo teoria social".

José Paulo Netto, refere-se às teorias intermediárias como "teorias setoriais", de que se pode valer o estudioso para tratar "mais detidamente" determinados níveis da realidade. Também adverte que o uso de teorias setoriais deve estar sempre subordinado à "matriz teórica maior", de perspectiva macroscópica.

A análise de Goldman retrata que "toda verdade parcial só assume sua verdadeira significação por seu lugar no conjunto, da mesma forma que o conjunto só pode ser conhecido pelo progresso no conhecimento das verdades parciais".

Gregório Baremblitt, médico-psiquiatra e psicanalista, destaca que não se pode fazer de teorias sobre aspectos parciais o veio absoluto de leitura da realidade.


A teleologia e a consciência epistemológica regulando o socorro teórico

Ana Maria Quiroga Fausto Netto destaca a "necessidade do