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Qual o Desafio do Serviço Social na Contextualizaçao Frente ao Desemprego

Trabalho por Salete Dalpizzolvanz, estudante de Serviço Social @ , Em 22/11/2003

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QUAIS OS DESAFIOS DO SERVIÇO SOCIAL NA SUA CONTEXTUALIZAÇÃO FRENTE AO DESEMPREGO?


INTRODUÇÃO

Este artigo tem por objetivo subsidiar os estudos sobre o desemprego no âmbito do Serviço Social, partindo de uma pesquisa bibliográfica prévia vindo a provocar e desencadear algumas reflexões sobre a temática, e trazendo benefícios ao nosso aprendizado, enquanto Pós Graduandos na Área de Administração de Recursos Humanos, já que nosso cotidiano profissional está inserido na satisfação das pessoas que conosco desenvolvem suas tarefas diárias.

Deve-se levar em consideração a representação da subjetividade e da singularidade, pois fazem parte da vivência do ser humano como indivíduo biopsicossocial, acerca das metamorfoses impostas ao chamado mundo do trabalho, face ao atual padrão de acumulação em curso, conhecido por muitos, como acumulação flexível, bem como dos impactos principais deste sobre a classe trabalhadora.

Destitui-se o trabalhador de seu trabalho, responsabilizando-o por sua empregabilidade, tornando muitas vezes polivalente, terceirizado e envolvido, no dizer de Motta (1989), pela cultura da crise, que esvazia o conteúdo político do padrão de acumulação em curso e relega ao lugar comum o sofrimento de milhares de trabalhadores, (nos anos 90, e provavelmente, o mesmo dar-se-á no século XXI), reservou para a classe trabalhadora um futuro sombrio. Sem o amparo legal e institucional do Estado, atualmente minimizado e reformado para melhor atender aos interesses do grande capital, parcela considerável dos trabalhadores, especialmente aqueles mais jovens, não reúnem sequer condições para ingresso no Mercado Trabalho, este povoado por empresas nas quais nunca se produziu tanto e com tão pouca gente.

A estes trabalhadores resta muito pouco: o ingresso na incerteza da informalidade, dos contratos temporários e precários, da criminalidade, e até da mendicância. O desemprego é, ao nosso ver, a face mais séria e desumana deste padrão de acumulação, principalmente em países como o Brasil, inscrito perifericamente no circuito capitalista e com vasta tradição autoritária, clientelista e subalterna aos ditames internacionais e com milhares de cidadãos abaixo da linha de pobreza.

Conforme Faleiros (1999), o desemprego, como demonstram várias pesquisas de opinião, é a questão social de maior impacto na vida das pessoas, nesse momento. E, contraditoriamente, é o momento em que são propostas políticas chamadas de "cidadania ativa" e de "inserção", com o objetivo de reduzir a dependência e a passividade do usuário.

Compete ao Assistente Social valer-se de Políticas Sociais estratégicas para viabilizar o atendimento da imensa demanda, que se encontra excluída frente a atual conjuntura em que o país se encontra, promovendo a capacitação ou o envolvimento do usuário em atividades temporárias laborativas, em troca de um benefício social.

Entendemos que a relevância desta questão social expressa-se uma vez que o desemprego, no âmbito do Serviço Social, inscreve-se no plano mais amplo da luta da classe trabalhadora em prover seu sustento e o de sua família numa sociedade, onde, desprovido dos meios de produção, cabe ao trabalhador, somente a venda de sua força de trabalho. Desta forma, o apelo às soluções que priorizam o enfrentamento individual do desemprego é cada vez mais comum em tempos em que se conjuga empregabilidade X eficiência. Dito de outra forma, o trabalhador deve, induvídualmente, e por conta própria, se capacitar para o trabalho; e para atender tais necessidades, ao lado do crescente desmonte da educação pública, laica e de qualidade, crescem as opções privadas de capacitação profissional.

É na esteira deste contexto que entendemos ser possível vislumbrar novas estratégias e possibilidades para a inclusão dos sujeitos sociais para o pleno exercício da cidadania.

Raicheles (1998) coloca que, diante do avanço das medidas de ajuste Neoliberal e o conseqüente agravamento da pobreza e das desigualdades sociais, o Assistência Social tem se efetivado de forma seletiva e residual