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A Escola Pode Resolver os Problemas dos Alunos?

Trabalho por Tarcisio Rocha, estudante de Psicologia @ , Em 22/04/2003

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A Escola pode Resolver os Problemas dos Seus Alunos



INTRODUÇÃO

A escola é o centro de muitas polêmicas e nela são problematizados e solucionados muitos comportamentos.

Nas páginas a seguir estão apresentados alguns casos de alunos da Rede Pública de Ensino; seus problemas são mostrados e soluções lhe são apresentadas.

Com isso queremos refletir um pouco sobre a necessidade ou não de um Psicólogo Escolar que possa estar desempenhando suas funções junto a quem dele muito necessita em seu processo de formação, o jovem.

Em geral a Escola Pública não o possui em seus quadros e quando a sua figura existe sempre é num número insuficiente; possivelmente em decorrência disso a sua falta não seja tão sentida, contudo vejamos como ao problemas aparecem na escola e como são os mesmos resolvidos.

Contudo um interrogação sempre deve ficar em aberto, será que a escola realmente resolve os seus problemas comportamentais?


APRESENTAÇÃO DOS CASOS

Serão aqui apresentados oito casos de alunos da Rede Pública Estadual e Municipal do Estado de São Paulo, através dos relatos de professores poderemos perceber como alguns problemas de ordem comportamental são resolvidos em nossas escolas. Conheçamos os casos:


CASO 1

Albano, 16 anos, explodiu uma bomba no banheiro da escola e como punição foi transferido de período; após a mudança começou a mandar cartas para a direção pedindo perdão e solicitando retorno ao período de origem. Quando de uma excursão não lhe foi permitido ir com os demais alunos. Resolveu ,então , se passar por outro aluno; descoberta a história apareceu na escola de terço na mão, pedindo perdão e a chance de poder ir a referida excursão. Esse aluno sempre foi motivo de apreensão por parte da direção e funcionários, uma vez que foi muito mimado pelos pais e os mesmos sempre encobriam suas travessuras e confusões. Vem de família desestruturada e problemática.


CASO 2

Kyrmayr, 11 anos, totalmente apático, jamais copiou uma linha do quadro, pressionado a fazer chorava, melancólico e de olhar triste. Pai e mãe brigavam constantemente e a mãe segurava o casamento arranjando um filho atrás do outro.


CASO 3

Karen, 13 anos, extremamente agressiva e respondona enfrenta a todos . Sua mãe havia se separado pois seu pai bebia muito e a espancava, contudo o caso agravou-se após a mãe Ter se casado novamente.


CASO 4

Alison, 5 anos, cabelos longos com corte feminino, totalmente isolado de todos da classe; devido ao corte de cabelo às vezes impediam-no de entrar no banheiro masculino, alegando ser ele uma menina, com o tempo aproximou-se de um único menino e só brincava com ele o que causou certa apreensão.
Em casa brincava apenas com seus irmãos e não deixava seu cabelo ser cortado de forma alguma.


CASO 5

Lúcio, 15 anos, jamais se envolvia com outros jovens ; toda vez que lhe era solicitada sua participação ficava vermelho, gaguejava e tremia, jamais conseguindo se soltar e conversar com outros colegas e professores; assustava a todos com seu comportamento arredio.


CASO 6

Juliana, 9 anos, cada vez que chamavam-lhe a atenção ficava extremamente irritada e nervosa e batia a cabeça na parede repetidas vezes até que lhe agradassem e consentissem em tudo o que ela queria. Filha única de uma senhora solteira de 46 anos que em casa fazia todos os seus gostos.


CASO 7

Denise, 10 anos, arredia e desmotivada; não aceitava ordens, nem respeitava ordens, nem respeitava regras estabelecidas , ao contrário batia o pé e não fazia; afirmava que não, não e não e não fazia absolutamente nada.


CASO 8

Aparecida, 6 anos, insegura; tinha medo de ir sozinha ao banheiro