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"DA IDEIA DE UNIVERSIDADE A UNIVERSIDADE DE IDEIAS"

Trabalho por Fabiana Rodrigues Machado, estudante de Psicologia @ , Em 27/08/2010

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Resenha crítica sobre o texto: Da Idéia de Universidade a Universidade de Idéias

Diante da leitura, pois, feita, do texto, em questão, pude perceber quão grande é a complexidade da universidade, enquanto, instituição de ensino. E, sobretudo, apercebi que os intempéries enfrentados são diversos e adversos, tanto, outrora, quanto,na contemporaneidade.
Visto que, o tradicionalismo, o elitismo e o conservadorismo, tão,contundentemente, outorgados à universidade, viram-se, por vezes, ameaçados, esta, então, passara por inúmeras crises. E, assim, na década de sessenta, a perenidade de seus objetivos e ideais encontrou-se, demasiadamente, confrontada. Entretanto, mesmo, perante os confrontos vividos, a universidade conseguira, sim, manter, intactos, os seus objetivos, mesmo que, num nível mais abstrato. Aqui, os três fins primordiais da universidade tinham como base: a investigação, o ensino e a prestação de serviços.
Dentro de tal contexto, insurgiram-se várias contradições, concernentes ao verdadeiro papel da universidade. A protagonista, em cena, encontrava-se diante de muitos dramas, haja visto que, por exemplo, em 1987,conforme, um relatório da OCDE sobre as universidades; a estas, atribuíam-se papéis, como
funções principais. E, indubitavelmente, estas múltiplas funções, nem sempre, atendiam e se entendiam, no que tange à compatibilidade entre elas. Há, dentro de tal contexto, muitos interesses em jogo, e, assim sendo, a universidade tende a lutar, para conseguir manter-se inabalada, sem descaracterizar-se; e, neste embate ferrenho, emergem problemas de ordem sociopolítica, entre, outros.
Destacarei,aqui,a crise hegemônica,uma vez que,a mesma,pode ser considerada como a mais ampla de todas as crises. A crise,em questão,eclodiu há,aproximadamente,vinte anos,e,até,os dias atuais,ela continua suspensa. A crise relativa à hegemonia,por ter a sua centralidade, na busca exclusiva dos conhecimentos produzidos e transmitidos pela universidade,é,portanto,vista e,devidamente,considerada como a maior ,dentre,as outras,que são:a crise da legitimidade e a crise institucional.
Partindo desta premissa, atentar-me-ei, aqui, no que concerne à grande crise: a crise da hegemonia, a qual perpassa por muitas querelas, discussões contundentes e inúmeros desafios, já que, insurgem dicotomias diversas. E estas abrem as portas para inúmeros questionamentos...Isto ou aquilo?...Sim ou não?...Manter-se de pé (a universidade), à custa de se sujeitar a ambições de cunho político, ou rebelar-se, e, então, poder perder a sua verdadeira identidade?...
É... A universidade enfrentava neste dado momento, uma crise de proporções gigantescas. Debatiam-se a alta cultura cultura popular; educação trabalho; teoria prática; a universidade e a produtividade; e, por último, a universidade e a comunidade. Como, já mencionei, devo ater-me, agora, na questão da crise hegemônica, e, portanto, intentarei fazer um breve esboço dos conflitos enfrentados.
Os duelos são muitos, mas, começarei ressaltando a dicotomia alta cultura cultura popular. Devemos entender que a alta cultura é uma cultura-sujeito, enquanto que, a cultura popular é uma cultura-objeto. Emergem, aqui, distintos propósitos, e, contudo,a alta cultura,centralizada no sujeito, tende a entrar na defensiva, pois, vê-se ameaçada pela cultura popular. E,ambas,embora,dicotômicas, precisam entender-se, a fim de não criar uma ruptura irreversível no âmbito universitário. O elitismo e a massificação da universidade são os grandes precursores da dicotômica relação alta cultura e cultura popular. Tendências conservadoristas versus aberturas de novas gestões eram,aqui,uma das grandes questões e pressões sofridas pela universidade.
Muito relevante, também, e, portanto, merece destaque, é a dicotomia entre educação trabalho. Tal dicotomia tivera, como seu pilar inicial, a existência de dois mundos,quase que,intercomunicáveis:o mundo ilustrado e o mundo do trabalho. A educação, outrora, somente, concebida como transmissão da alta cultura, da formação do caráter e da socialização, agora, encontrava em uma via de mão dupla, pois, aqui, a mesma,alargava-se, a fim de profissionalizar os seus discentes. A educação direcionava-se rumo a uma resposta satisfatória entre a cultura geral e a formação profissional; já, no que tange ao trabalho, este dividia-se em: qualificado e não qualificado.
Mais um embate surgia. Agora, consequentemente, a questão referente à teoria prática, em sua fase embrionária, já encontrava apoio em seus precedentes. E aliar estas duas faces da mesma moeda será uma tarefa árdua, muito laboriosa. Todavia, premente é,