Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


A Autorização da Diferença de pessoas com deficiência

Trabalho por Alaise Moser Bressan, estudante de Psicologia @ , Em 07/05/2010

5

Tamanho da fonte: a- A+

A AUTORIZAÇÃO DA DIFERENÇA DE PESSOAS COM DEFICIENCIA

ACE
2008

 

 

 

O que é tido como ideal? Qual é a percepção social das diferenças de pessoas com deficiências? Cada pessoa tem atributos que diferem uma das outras como, por exemplo, a cor do cabelo, dos olhos e a estatura; sem que isso interfira nas relações interpessoais e nem gerem estigmas. Mas quando a dessemelhança se dá por outros aspectos sejam eles físicos ou mentais geralmente a pessoa foge deste ideal de ser humano e gera estigmas. Pessoas com deficiências provocam reações emocionais cujas proporções são surpreendentes; compaixão, temor, angústia, medo e piedade entre outros. O deficiente é visto como diminuído, retardado, doente, mutilado e incapaz. Essas concepções são compartilhadas pelo senso comum e nos remete a uma imagem social da pessoa com deficiência que é vista ao mesmo tempo como debilitada, frágil e que serve como exemplo de força de vontade e coragem diante dos obstáculos que eles encontram na vida.

A condição de deficiente é apontada como algo anormal, fora do comum, excepcional e geralmente ele é visto como um ser incapaz e invalido. Não raro, estas pessoas são tratadas como inferiores, subalternos e infantis e são sujeitas ao sentimentalismo de comiseração. Todos nós possuímos deficiências, pois, se não a tivéssemos seriamos perfeitos, seríamos Deus. Uma das mais graves deficiências seria a da ordem do caráter, sobretudo quando se trata da falta de respeito para com a pessoa humana. Um surdo é chamado de deficiente, mas a sociedade que não incorporou no currículo escolar a linguagem de libras, não é deficiente? Um cego é chamado de deficiente, mas a sociedade que não possibilita a linguagem do Braille, não é deficiente?

É normal hoje em dia lermos artigos em torno do “ser ou não ser” deficiente, da “adequação ou não” de inseri-los na categoria de necessidades especiais; da “importância ou não” de diferenciar as necessidades especiais das necessidades educacionais especiais. A maior deficiência da sociedade é o preconceito.

 

Referência:

Edler Carvalho, Rosita. Educação Inclusiva: com os pingos nos “is”. Porto Alegre. Mediação, 2004.