Resenha Crítica - A Empresa Viva
A) Identificação da Obra e do Autor
Autor Arie de Geus
O livro A EMPRESA VIVA. Como as organizações podem aprender a prosperar e se perpetuar. Fala sobre os processos de aprendizagem dos gerentes no ambiente de trabalho, a personalidade que é criada pela empresa durante a sua vida, também o processo de fixação (implantação) da empresa, passando aos gerentes qual a melhor maneira de se defender dos perigos que os negócios oferecem, e por fim o crescimento evolutivo da empresa, como a empresa se saíra no futuro breve ou distante que ela terá.
B) Resumo e Descrição do Assunto
O acréscimo de mais capital ao processo de criação de riqueza material levou a consideráveis aumento na eficácia da atividade tecnológica e comercial. Na era do capital, a riqueza passou daqueles que controlavam a terra para aqueles que controlavam o acesso ao capital. Os ricos haviam deixado de ser os proprietários da terra; os ricos agora eram proprietários do capital. Sendo que a capacidade de financiar empreendimentos tornou-se o mais escasso insumo da produção.
Pois empresas econômicas, como agora a chamo, era uma entidade bastante confortadora, era racional, calculável e controlável. O sucesso corresponde a lucros máximos mediante a combinação ideal dos fatores de produção. A definição torna não só fácil medir o sucesso, como rápido, mais ao fim de cada trimestre de cada ano, você pode medir o sucesso a partir de seus resultados trimestrais. Ter o mais alto retorno sobre o capital investido, o mais alto giro, a mais alta capitalização de mercado, sendo estes os critérios do sucesso segundo a definição econômica. Em uma primeira percepção dessa imprecisão após me formar, quando entrei em primeiro local de trabalho, vi que as teorias da faculdade de administração haviam mencionado trabalho, mas não se falou uma palavra sobre pessoas.
É por isso que sobreviver e prosperar em um mundo volátil exige, acima de tudo, uma gerência sensível ao meio ambiente de sua empresa. No mínimo alguns dos líderes da empresa deveriam estar atentos e sensíveis ao mundo em que vivem, a ponto até mesmo de desempenhar um papel ativo nesse mundo externo. Uma gerência aberta e extrovertida, em contraste, perceberá muito antes qualquer coisa que esteja acontecendo do lado de fora.
Novamente, o aprendizado começa com a percepção. Por que é tão difícil para os gerentes manterem sua sensibilidade? Por que as empresas deixam de antever os sinais de mudança? É muito importante encontrar essas respostas. Se as empresas pudessem enxergar de antemão e gerir a mudança interna segundo essa antevisão, muita destruição de capital e miséria social seria evitada, não só na nossa, mas em qualquer empresa. Por que, então, há tantas empresas aparentemente tão cegas e surdas àquilo que acontece à volta delas?
Ao apresentar a pergunta a uma série de psicólogos: por que os gerentes não exercitam a antevisão? Eles explicaram que existe uma resistência humana à mudanças, uma resistência que é bastante boa, tanto para o indivíduo como para a sociedade. Todavia, disseram os psicólogos, quando a sobrevivência depende da mudança, essa resistência deve ser superada, e a única forma disso ocorrer é pelo sofrimento, sendo um sofrimento profundo e prolongado.
Os gerentes podem enxergar sinais de um futuro potencial e até mesmo discuti-los entre si. Mas, ainda assim, os gerentes e as empresas não respondem de forma oportuna a esse futuro, mesmo depois de ele ter ocorrido. Todavia prever o futuro é muito diferente de criar o tipo de alternativas de lapsos de tempo do futuro.
Isso significa fugir da responsabilidade gerencial: lidar com o futuro é algo que jamais pode ser delegado. É o componente incômodo do trabalho do gerente. Sendo uma das razões pelas quais os altos executivos recebem seus altos salários.
Pelos idos de
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