Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


A Causa Secreta - Um Conto de Machado de Assis

Trabalho por Fernanda Azzi Judice Martins, estudante de Psicologia @ , Em 01/12/2004

5

Tamanho da fonte: a- A+

A CAUSA SECRETA (Um conto de Machado de Assis)

TRECHO DESTACADO

COMENTÁRIO

CID-10 REFERÊNCIA

Quando Fortunato assistiu à peça o autor observa que nos "lances dolorosos" a atenção dele redobrava. Primeiro indício de sadismo de Fortunato, que vai se definir em outros trechos. 60.2 – T.P. Anti-social;

* Crueldade e sadismo;

Garcia segue Fortunato e vê que "ia devagar, cabisbaixo, parando às vezes para dar uma bengalada em algum cão que dormia; o cão ficava ganindo e ele ia andando". Indício de sadismo já se definindo. 60.2 – T.P Anti-social;

* Crueldade e sadismo;

Fortunato metera-se a estudar anatomia e fisiologia nas horas vagas em rasgar e envenenar gatos e cães. Como os guinchos dos animais atordoavam os doentes, mudou o laboratório. O quadro de crueldade e sadismo vai-se formando. Estaria encoberto o sadismo pelo interesse científico se outros elementos não apontassem para esse desvio. 60.2 – T.P Anti-social;

* Crueldade e sadismo;

Fortunato pegou um rato, amarrou-o pela cauda acima de um prato com álcool em chamas, e ia cortando as patas do rato e descendo-o até o fogo, torturando-o sem mata-lo, e quando já ia cortar a terceira Garcia, horrorizado, mando-o mata-lo. Ele ainda não atendeu. Cortou mais uma pata do rato e chamuscou mais uma vez "o miserável estorcia-se, guinchando, ensangüentado e não acabava de morrer". Quando o rato caiu no fogo, Fortunato ainda tentou tira-lo para continuar a tortura, tinha uma expressão de prazer, e ainda cortou o focinho do rato com o último ato.

Garcia entendeu "Castiga sem raiva, pela necessidade de achar uma sensação de prazer, que só a dor alheia lhe pode dar. O sadismo revela-se mesmo no final, quando ele se delicia com o sofrimento do amigo Garcia pela morte de sua própria (Fortunato) esposa".

Aqui o quadro de crueldade e sadismo está completo e vai explicar a personalidade de Fortunato, esclarecendo que os atos de ajuda e dedicação às pessoas feridas e doentes que ele pratica em várias partes do conto, inclusive abrindo com Garcia uma clínica, na qual ele "não recuava diante de nada, não conhecia moléstia aflitiva ou repelente, e estava sempre pronto para tudo". Fazendo questão de usar os cáusticos (remédios que queimam), não eram motivados por sentimentos humanistas, mas sim pelo prazer de ver o sofrimento do outro. 60.2 – T.P Anti-social;

* Crueldade e sadismo;

Em vários pontos, observando a dor alheia, Fortunato apresentava uma absoluta frieza, como quando Garcia descreve que "viu-o sentar-se tranqüilo e fitar os olhos do ferido.Os olhos de Fortunato tinham expressão dura, seca e fria". Ou quando chamou sua mulher de fracalhona, por ter-se impressionado com o sacrifício de rato. E quando acompanhou a doença da mulher até a sua morte, bebendo suas aflições (faminto de sensações, não lhe perdoou um só minuto de agonia, nem lhos pagou com uma só lágrima, pública ou íntima). A frieza emocional que se revela em vários pontos de narrativa normalmente acompanha a personalidade cruel e sádica, parecendo que os dominantes são a crueldade e o sadismo e a frieza emocional apenas um componente. 6.01 – P. Esquizóide;

* Frieza emocional;