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As Organizações Vistas como Organismo

Trabalho por Jenifer Cristina Salviato, estudante de Psicologia @ , Em 22/04/2003

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As Organizações Vistas como Organismo


O uso de máquinas transformou radicalmente a natureza da atividade produtiva, deixando sua marca na organização, pensamento e sentimentos dos homens através dos tempos; sendo que o uso de instrumentos e ferramentas ocorre desde as primeiras organizações formais das quais se tem notícia, (como por exemplo: a construção de pirâmides, impérios, igrejas e armadas). No entanto, foi durante a revolução industrial na Europa e América do Norte, que teve início a invenção e proliferação de máquinas, na qual as organizações tiveram que passar a se adaptar às exigências das mesmas.

Frederick Taylor, autor da teoria conhecida como Administração Científica, via a organização de uma maneira totalmente mecanicista, como um processo racional e técnico, no qual os trabalhadores servidores eram vistos apenas como acessórios das máquinas, completamente controlados pela organização e pelo ritmo de trabalho, tornando-se alienados. Taylor foi parte de uma tendência social muito ampla, que envolveu a mecanização, especialização e burocratização da vida de forma geral, sendo utilizado como um instrumento para assegurar o controle geral sobre a situação de trabalho como um meio para chegar à geração de lucro.

No entanto, nos últimos cinqüenta anos uma nova forma de ver a organização foi concebida. Com base em todos os problemas levantados pela visão mecanicista da organização, muitos teóricos abandonaram este modo de pensar e passaram a inspirar-se sobretudo na biologia como uma fonte de idéias para refletir sobre as organizações. Notou-se, assim, que era possível pensar nas organizações como se estas fossem organismos.

..."A teoria da organização transformou-se num tipo de biologia na qual as distinções e relações entre moléculas, células, organismos complexos, espécies e ecologia são colocadas em paralelo com aquelas entre indivíduos, grupos, organizações, populações (espécies) de organizações e sua ecologia social..." (MORGAN, 1996, p. 43).

Morgan (1996) coloca que sob a influência da metáfora da máquina, a organização ficou fechada dentro de uma espécie de engenharia que se preocupava apenas com a relação entre objetos, estruturas e eficiência. Já quando a idéia da organização vista como organismos passou a ser estudada pelos teóricos, o foco de atenção passou a ser assuntos mais genéricos, tais como sobrevivência, relação organismos-ambiente e eficácia organizacional.

Dessa forma, as organizações passaram a ser entendidas como sistemas vivos, que existem em um ambiente mais amplo do qual dependem em termos da satisfação das várias necessidades, sendo possível identificar diferentes tipos de organização em diferentes tipos de ambiente.

Entretanto, antes de aprofundar o conceito da organização vista como organismo, vale fazer um parêntese e recorrer à filosofia e à sociologia que também muito contribuíram para as teorias organizacionais e que servem como embasamento teórico a muitas delas até hoje.

O pensamento dos primeiros sociólogos foi dominado pela concepção do homem e da sociedade em que estes eram vistos a progredir em panos definidos de evolução, em que, através de uma complexidade cada vez maior, deveriam chegar a certo estágio final de perfeição. A escola da sociologia que sustenta tal tendência é o funcionalismo, que através do modo evolucionista descrito por Inkeles (1971), trata a sociedade como se houvesse uma iminência, inerente ao desenvolvimento social do homem, que pressupunha estágios e exigiria que cada estágio aparecesse por sua vez, a fim de desempenhar seu papel, de acordo com a "lei natural". Inkeles (1971) se reporta a Summer dizendo que este foi denominado de "darwinista social", pois usou a idéia de evolução a fim de bloquear os esforços de reforma social e mudança social, defendendo que a evolução social deve seguir o curso ditado pela natureza. Essa mesma abordagem foi utilizada como apoio para os argumentos pelo trabalho do sociólogo J. H. Morgan, que procurou provar que todas as sociedades passam pelos