Os Critérios de Avaliação Matemática na Educação Básica
Faculdade de Tecnologia e Ciências
2009
SUMÁRIO:
1. INTRODUÇÃO
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3. DESCRIÇÃO E ANÁLISE
4. CONCLUSÃO
5. REFERÊNCIAS
1. INTRODUÇÃO
O Papel do Educador na Avaliação Matemática da Educação Básica
“A educação está relacionada com a convivência das pessoas, com a vida de quem vive dia-a-dia. A educação não está totalmente em livros, e sim nas observações do mundo em que vivemos. Com esta educação, a criança conseguirá se auto avaliar e entenderá que não adianta ninguém avaliá-lo, pois a pessoa tem que se responsabilizar pela sua aprendizagem.”
(Paulo Freire)
O educador possui autonomia para avaliar. Em geral, ao avaliar os alunos o professor simplesmente o “classifica” com uma nota, que diz perante a sociedade quem ele é na escola. O professor possui o poder arbitrário de classificar em definitivo o educando, de interferir no processo ensino-aprendizagem, de tal maneira que facilite ou dificulte demasiadamente o processo de aquisição do saber. Ou seja, aquele que aprendeu, aprendeu; e o que não aprendeu fica como está. Esta é a classificação por notas e conceitos. Desse modo, tanto será arbitrário e maléfico o educador “bonzinho”, que piedosamente facilita a vida dos educandos classificando-os em níveis qualitativos que ainda não possuem; como o educador “durão” que ardilosamente transforma testes e provas em barreiras para dificultar a aprendizagem. Ambos estão trabalhando contra um processo democrático de acesso ao saber e contra a convivência em sociedade.
Dados relevantes referem-se às situações didáticas onde professor e aluno estão empenhados em atingir os objetivos de ensino. A avaliação é um componente do processo de ensino que visa determinar a correspondência dos resultados obtidos com os planejados. Ela é um ato pedagógico que envolve a objetividade e a subjetividade em relação ao professor, que deve estabelecer critérios como o quê avaliar, para quê avaliar e como avaliar; e em relação aos alunos também.
“(...) O ensino da Matemática prestará sua contribuição [à construção da cidadania] à medida que forem exploradas metodologias que priorizem a criação de estratégias, a comprovação, a justificativa, argumentação, o espírito crítico, que favoreçam a criatividade, o trabalho coletivo,a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios.(...) a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio, de sua capacidade expressiva, de sua sensibilidade estética e de sua imaginação”
(PCN - Matemática, p.31)
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O conhecimento é uma aquisição do saber de dentro para fora, é uma reconstrução do saber, e nossa postura se constituirá em vivenciá-la como processual e contínua. E diante das dificuldades observadas com relação à avaliação percebe-se que é necessária uma relação mais harmoniosa entre docente e discente. É necessário rever as atitudes do “professor-educador” frente aos problemas e capacitá-lo para melhor compreender as potencialidades e os limites de cada um. Respeitar estas limitações e buscar com criatividade soluções para os mesmos.
A tarefa do educador consiste num permanente exercício de interpretação de sinais, de indícios a partir dos quais manifesta juízo de valor que lhe permita reorganizar a atividade pedagógica. \
3. DESCRIÇÃO E ANÁLISE
Os Critérios de Avaliação Matemática na Educação Básica
A avaliação se compõe de duas partes: conhecimentos e capacidades que compõe 80% dos critérios de avaliação, e atitudes e valores que compõe os outros 20% .
Conhecimentos e Capacidades
 Revelar e analisar os dados de um problema;
 Revelar a capacidade de raciocínio;
 Manifestar capacidade de síntese a partir de representações matemáticas (tabelas, gráficos, expressões, etc);
 Aplicar conhecimentos da
Ferramenta