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A Educação Infantil no Brasil

Trabalho por Carlos Ademir Hoeckel, estudante de Pedagogia @ , Em 09/10/2009

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A EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL

Unijuí
2008

 

 

 

Historicamente, no Brasil, a Educação Infantil tem sido encarada de diversas formas: como função de assistência social, como função sanitária ou higiênica e, mais recentemente, como função pedagógica. De modo geral, pode-se dizer que, em nosso país, existem dois tipos de Educação Infantil, constituindo um sistema educacional que visa, desde a mais tenra idade, reforçar a exclusão e a injustiça social presente na economia capitalista: há a A Educação Infantil dos Pobres@ e a AEducação Infantil dos Ricos@.

A AEducação Infantil dos Pobres@ baseia‑se na concepção de que as crianças das classes trabalhadoras têm deficiências de todos os tipos (nutricionais, culturais, cognitivas, etc.), as quais precisam ser compensadas pela escola, a fim de que, no futuro, as crianças possam ter alguma instrução e, assim, desempenhar o seu papel de trabalhador na sociedade. Ainda as mães da classe trabalhadora precisam de algum lugar onde possam deixar seus filhos durante o dia, e para isto foram criadas as creches e pré‑escolas públicas, locais onde as crianças poderiam suprir as carências provenientes do seu meio ambiente social. Visto que tais crianças são consideradas muito carentes, qualquer atendimento dado a elas é satisfatório, pois já pode ser visto como uma melhoria nos estímulos que recebem no seu meio ambiente natural.

Deste modo, cria‑se um atendimento na Educação Infantil onde encontram-se classes superlotadas, poucos adultos para atender a um número grande de crianças, espaços físicos improvisados e inadequados, onde as crianças não podem se movimentar livremente, bem como não há estímulos ou desafios. Revela-se uma despreocupação com os aspectos essenciais da Educação Infantil, o educar e o cuidar, pois, a criança está ali apenas para que a sua mãe possa trabalhar. Também os adultos que atuam junto às crianças por vezes possuem pouca ou nenhuma formação pedagógica, já que não são considerados como educadores, mas como babás. E não deveria ser assim. De acordo com Capelatto (2003, p. 8), ACuidar adequadamente dos outros como de si mesmo pode ser o início de uma grande transformação, tanto do ponto de vista individual como do ponto de vista social@.

A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe ausente, mas suplementar e ampliar o papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal, ou jardim de infância, será possivelmente considerada, de modo mais correto, uma ampliação da família >para cima=, em vez de uma extensão >para baixo= da escola primária (WINNICOTT, 1982, p. 214).

Do outro lado, tem-se a AEducação Infantil dos Ricos@. Ela também foi criada devido à necessidade que as mães de hoje em dia têm de trabalhar fora de casa, mas apresenta concepções e práticas diferentes. Os pais, neste caso, pagam caro para que as crianças freqüentem as Aescolinhas@, por isto as instituições esforçam‑se para atender aos anseios das famílias, que esperam garantir a melhor educação possível para os filhos, preparando‑os para as provas que o futuro reserva, como o vestibular e o mercado de trabalho.

Aqui a Educação Infantil tem a função de preparar a criança para o ingresso, com êxito, na primeira série do Ensino Fundamental. Por isto é preciso desenvolver as habilidades cognitivas: treina‑se a coordenação motora, ensina‑se a criança para reconhecer e copiar letras e números, e, a fim de promover a boa saúde das mesmas, ensina‑se hábitos de higiene e boas maneiras. As escolas geralmente têm infra‑estrutura muito rica, com piscinas, quadras de esportes e salas de informática, além de estarem sempre limpas e com murais enfeitados.

A Educação Infantil surgiu quando as mulheres precisaram buscar seu espaço no mercado de trabalho. Por isso, a educação das crianças de 0 a 6 anos desempenha um importante papel social. Entretanto, realmente não pode ser considerada substituta das mães,