Projeto: Empréstimo de Livros - Me leva que eu vou, mas volto feliz
Escola Classe Córrego de Sobradinho
Paranoá-DF, março de 2008
APRESENTAÇÃO
A criança que lê, desenvolve muito o senso crítico e melhora o modo de como ela escreve. Nós devemos demonstrar para nossos alunos que a leitura é algo natural, fácil e prazeroso, como algo que não exige esforço nem envolve dificuldades.
A possibilidade de convívio com os livros deve extrapolar as paredes da sala de aula e o desenvolvimento sistemático da sua escolarização.
Ler é desvendar os mistérios do mundo, sentir prazer e não apenas superar dificuldades, é melhorar sua própria vida, ou ainda, ler para aprender a escrever.
Os pais dos nossos alunos, na sua grande maioria, possuem nível muito baixo de instrução. Eles vêm de ambientes onde não existe a prática de leitura, portanto, esse hábito está longe de suas realidades. Mas, nota-se uma forte mobilização familiar, no sentido de assegurar a seus filhos condições para o desenvolvimento de uma escolarização bem sucedida. No que diz respeito à leitura, ela é vista como aquisição de competências, disposições e crenças relacionadas a usos escolares da escrita. É que sendo as famílias dos alunos pouco dotadas de conhecimento, não podendo, assim, elas mesmas transmiti-lo a seus membros, elas são as maiores incentivadoras da leitura, pois concordam que a aprendizagem se inicia com ela.
O ideal para o educando seria que seus pais lessem jornais, revistas, livros, para dar a esses atos um aspecto natural, pois, assim, sua identidade social poderia se construir notadamente através deles. Mas sabemos que essa prática não é difundida nos lares dos nossos alunos.
JUSTIFICATIVA
A Escola Classe Córrego de Sobradinho atende alunos, desde o primeiro ano de alfabetização ao 5º ano do Ensino Fundamental de nove anos, sendo sete turmas no turno matutino e sete no vespertino, totalizando 14 turmas.
A escola ainda dispõe de uma sala de Recurso/Apoio aprendizagem e recebe assessoramento de uma equipe de atendimento psicopedagógico, da qual faz parte desta equipe, além da professora da referida sala, conta ainda com o apoio de uma pedagoga e uma psicóloga.
A escola dispõe de um acervo razoavelmente grande de livros de literatura infantil, dos quais ficam guardados em pasta arquivos, de modo que dificulta o acesso livremente do aluno aos livros, com exceção dos dias que o mesmo tem literatura em sala de aula com auxílio do professor que leva o livro até ele.
Pelo fato da escola não disponibilizar de nenhum espaço físico disponível excepcionalmente à leitura, (como por exemplo uma biblioteca) gerando assim um obstáculo para o aluno ter acesso aos livros, fez-se necessário à criação de um projeto de empréstimo de livros. Este, por sua vez é direcionado a todos os alunos da escola e organizado da seguinte forma: todos os livros são catalogados, desta forma, não há preocupação de controle de empréstimo. O aluno faz o empréstimo de no máximo dois livros por semana, podendo o mesmo ficar com o livro por até três dias.
Todo início do ano será feito uma divulgação do “Me leva que vou, mas volto feliz”, estimulando e motivando os alunos o gosto pela leitura. Ler é brincar, é viajar pela imaginação sem sair de nenhum lugar ou indo a todos os lugares, ler é devaneio, é amor, é nostalgia, ler é sonhar, sonhar acordado e, até sonhar dormindo com as histórias que leio acordado...
Este projeto, visa também buscar a co-responsabilidade da família, na medida em que, em casa, os pais, mesmo aqueles que não tem acesso ao letramento, pode incentivar os filhos à responsabilidade pelo zelo do livro e incentivo à leitura.
Este projeto é mais um subsídio que pretende possibilitar aos alunos a superação das suas dificuldades de domínio na leitura.
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