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Indivíduo Cultura e Sociedade - Sociedade Humana e Animais não Humanas

Trabalho por Iracema Pascôalina ferraiolli Martoni, estudante de Pedagogia @ , Em 01/12/2007

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Indivíduo Cultura e Sociedade - Sociedade Humana e Animais não Humanas

FACITA - Faculdade de Itápolis
2007

Já está comprovado por estudos científicos, que existe uma organização social entre os animais, não apenas entre os mamíferos superiores, mas também entre os insetos como: formigas, cupins, abelhas, etc. Entre esses insetos existe algo que podemos chamar de “hierarquia social” ou “poder político”, “divisão de trabalho” etc. A questão é; Qual a diferença entre a “sociedade” desses animais e a sociedade do homem?

Quando comparamos as “sociedades” animais constatamos em seu comportamento certa padronização parecida com algumas padronizações entre os seres humanos, ou seja, ambos apresentam formas regulares de ação diante de determinadas situações.

Se observarmos os insetos como abelhas e formigas constatarão que ambos apresentam comportamentos constantes, enquanto, obviamente os padrões de comportamentos humanos assim como suas formas de organização social, são extremamente mutáveis tanto no tempo como no espaço.

As pessoas apresentam comportamentos diferentes de acordo com o lugar onde vivem (país estado, região) e também não se comportam mais hoje como se comportavam a cinco ou dez anos atrás.

A diferença é que as formas de comportamento dos animais irracionais e insetos são transmitidas geneticamente, ou seja, decorrem da natureza, enquanto o padrões de comportamento do homem são artificiais, criados pelo próprio homem.

Como já foi provado que as abelhas se comunicam através de uma espécie de “dança” durante o vôo, esse comportamento assim como outros não foram inventados por elas, mas fazem parte de seu organismo, pois resultam de impulsos inatos, já nascem com elas assim como todas as outras espécies animais. Isto não significa que os animais não humanos sejam incapazes de aprender, mas, significa que eles apresentam um comportamento fortemente padronizado pela herança biológica enquanto o comportamento humano é acima de tudo padronizado pela aprendizagem através da comunicação simbólica.

Apesar de a espécie humana ser dotada de certas características orgânicas que só ela possui, estas não são suficientes para o desenvolvimento da sua personalidade e do comportamento na sua forma social. Essas características servem para dar ao indivíduo condições necessárias ao desenvolvimento próprio do homem se associar a outros e viver em grupo, mas não basta para que o homem desenvolva sua sociedade; quer dizer sem elas o homem não se torna social, mas elas não são suficientes porque a forma típica de sociabilidade do homem não é uma conseqüência direta das peculariedades do seu organismo como os animais não humanos.

Isso significa que é necessário um organismo normal como condição do desenvolvimento da sociabilidade do homem e que sem essa condição, a aprendizagem através da comunicação simbólica se processará de modo deficiente, ou seja, as deficiências orgânicas congênitas, dependendo do seu tipo me grau, impede o desenvolvi mento da capacidade humana de conviver em sociedade.

Apesar de possuir características orgânicas normais, isso ainda não é o suficiente para tornar o homem social, pois ele não nasce social, ele adquire comportamentos tipicamente humanos através da socialização.

Na sociologia, socialização não significa como s usa em outros contextos, distribuição igualitária de bens e serviços; mas significam transmissão e assimilação de padrões de comportamento, normas, valores e crenças, assim como o desenvolvimento de atitudes e sentimentos coletivos pela comunicação simbólica. Assim sendo, socialização é o mesmo que aprendizagem no sentido mais amplo dessa expressão.

A comunicação entre os animais acontece através da linguagem emocional, por isso, são tão limitadas as possibilidades de comunicação entre os animais não humanos. Já comunicação humana se processa através de símbolos, ou seja, segundo Leslie White, símbolo é alguma coisa cujo valor é atribuído pelas pessoas que o usam.

Esse antropólogo explica que assim qualquer forma física como objeto material, cor, som cheiro o movimento de um objeto, um gosto está presente em todos os momentos de nossa vida, pois