Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

Arte terapia na escola

Trabalho por Jamile Gebara, estudante de Pedagogia @ , Em 29/08/2007

5

Tamanho da fonte: a- A+

ARTE TERAPIA: ARTE COM ARTE NA ESCOLA


Resumo: o presente artigo relata um breve histórico sobre a arte terapia , bem como seu emprego em sala de aula a fim de superar as dificuldade de leitura e escrita.


Um breve histórico

O termo Arte-Terapia surge pela primeira vez em 1945 no primeiro livro publicado por Adrian Hill, Art vs Illness (Arte versus Doença). Adrian Hill, artista inglês, esteve internado num sanatório para tratar uma tuberculose. Durante o longo período de evolução da sua doença e reabilitação, numa época em que os recursos para a combater eram escassos, ele passou o tempo a pintar. Os médicos que o assistiam puderam observar uma aceleração na sua recuperação e um estado geral de bem estar manifesto. Após o seu restabelecimento, eles convidaram-no a regressar para fazer pintura com os pacientes do sanatório. Desde esses acontecimentos a Arte-Terapia evoluiu significativamente, tanto do ponto de vista dos modelos que a caracterizam, das formações existentes, como dos países em que é reconhecida. Basta dizer que a Arte-Terapia é um dos meios terapêuticos reconhecido e subvencionado pelo sistema de saúde britânico. Ela é, a título de exemplo, uma valência terapêutica reconhecida pela Associação Internacional para o Tratamento da Esquizofrenia.

O interesse despertado pela relação entre arte e terapia já vem de longe e são inúmeros os precursores que se podem encontrar ao longo dos tempos. Tanto a psiquiatria do Séc. XIX como a psicanálise do Séc. XX ficaram fascinadas com a recolha de sinais e símbolos, independentemente de estes serem a manifestação de sintomas de quadros clínicos ou a representação - segundo uma grelha fundamentada na interpretação - de complexos descritos por Freud.

Muitos manifestaram interesse na arte como veículo de expressão psicopatológica ou não, como Charcot, Freud, Morgenthaler, Prinzhorn, Jung e outros. Aquilo que caracteriza a Arte-Terapia é proveniente de 3 correntes:

  • a teórico-prática, como expressão artística e material de diagnóstico, semiológico e de prognóstico,

  • a pragmática, considerando a arte como instrumento terapêutico, mesmo reduzindo-se à ocupação e distração do doente,

  • a estética, emergindo do Surrealismo e da Arte-Bruta, como descoberta quase etnográfica de criadores considerados "fora das normas".

A experiência artística pode intensificar qualquer experiência humana e incrementar a consciencialização do sensorial e a sensibilidade estética. No contexto da Arte-Terapia, a facilitação de tal tomada de consciência pode ser importante para promover a riqueza interior, a vitalidade e a qualidade de vida. Esta experiência tem um papel importante na mobilização das pulsões reprimidas e assim facilita uma vida psicológica mais livre. Imagens de transformação e mudança, representadas nas criações artísticas, dão expressão à função reparadora no decurso do processo terapêutico.

Em Arte-Terapia existem diversos níveis de intervenção, como por exemplo:

  1. Arte-Terapia Integrativa: neste nível de intervenção, centrado no "aqui e agora" de uma sessão, é proposto o acesso integrativo aos vários mediadores de expressão, através de propostas orientadoras (intervenção semi-diretiva). É assim facilitado o auto-conhecimento, o desenvolvimento pessoal e a inter-relação com os outros (caso seja no âmbito de uma intervenção grupal), através das artes plásticas, de jogos, da expressão corporal e dramática, de fantoches, da música, da escrita livre, etc...

  2. Arte-Psicoterapia Analítica(individual ou em grupo): exige do arte-psicoterapeuta uma postura analítica e um eficaz manejo das teorias psicanalítica e grupanalítica. É uma abordagem essencialmente elaborativa, que também é designada com Psicoterapia Analítica Mediada.