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A infância e sua Singularidade

Trabalho por Deise Marcia da Silva dos Santos, estudante de Pedagogia @ , Em 26/08/2007

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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PROF ALDO MUYLAERT


RESENHA

A INFÂNCIA E SUA SINGULARIDADE


Texto extraído de: KRAMER,S,Infância, cidadania e educação.In: PAIVA.A,EVANGELISTA, A.PAULINO,GE VERSIANIN,7(Org)No fim do século: a diversidade. O Jogo do Livro infantil e Juvenil..Editora Autêntica/CEALE,2000,p.9-36; e KRAMER, S.Direitos da criança e projetos políticos pedagógico de educação infantil. In BASILIO,L e KRAMER,S Infância educação e direitos humanos.São Paulo, Ed.Cortez.2003.p.51-81.


A leitura e releitura do texto deixaram muitas sensações e marcas em mim professora-pesquisadora-leitora e aluna. Não sei bem como explicar o que mais me prendeu e acabou por fazer com  que não terminasse a leitura deste texto do mesmo jeito que comecei. Mas em quê exatamente reside a novidade? Será na agradável surpresa de ver um texto para educadores escrito com paixão e esperança, sem que o rigor teórico tenha sido abandonado? Ou será na sensação de ter percorrido caminhos que levam da filosofia para a sociologia, passando pela história, ao mesmo tempo em que vemos as histórias narradas em uma linguagem carregada de parceiros da melhor literatura?, como Philippe Áries, Bernard Charlot que buscava na psicologia baseada na teorias de Vygotsk, Wallon e Piaget, Postman, Walter Beijamim, Sarmento, Senett, Paulo Freire e outros. Poderia ser também pelo fascínio que tanto das reflexões, o cotidiano da escola, a vida de criaturinhas tão pequenas, mas ou mesmo tempo tão complexas e importantes para a construção do futuro, quanto a reflexão teórica vão exercendo sobre o leitor ? Ou ainda o deleite em passear por um texto que o tempo todo exige a presença do leitor, seja para assumir o papel de crítico ou de cúmplice da autora?

Foi estranho, talvez um pouco melancólico, perceber a minha ingenuidade quando, ao abandonar a leitura do texto para escrever esta resenha, constatei que havia tomado um banho de refinamento e de simplicidade,  de leveza e rigor teórico-literário e eu nem estava lendo um romance ou uma obra de ficção, mas um texto para e da escola. Me atrevo a dizer que parte dessa sensação se deve ao fato de o texto da Sônia ter conseguido materializar o que ela "tematizou", ou seja, a necessidade de encararmos e discutir a infância, a escola e principalmente os desafios contemporâneos para a educação infantil e o ensino fundamental. O saber ensinar não só na sua dimensão científica, mas também na sua dimensão cultural, poética, artística como estratégia contra a cristalização da nossa linguagem e da nossa prática pedagógica. São palavras dela:

“Sem conhecer as interações, não há como educar crianças e jovens numa perspectiva de humanização necessária para subsidiar políticas e práticas educativas solidárias.” ( Sônia Kramer.p.21)

Os significados da infância são construídos socialmente. Isto significa que esses significados nem sempre foram os mesmos e as modificações ocorreram e ocorrem por determinações culturais e mudanças estruturais na sociedade. Ariès foi um dos pioneiros a estudar este assunto. Em sua obra clássica, “A história social da criança e da família” o autor mostra como o conceito de infância tem evoluído através dos séculos, oscilando entre pólos em que as crianças eram consideradas ora um “Bibelô”, ora um “adulto em miniatura”.

No passado a taxa de mortalidade infantil era muito alta e quando as crianças vinham a morrer os pais não manifestavam nenhum sentimento de perda ou tristeza, aceitando normalmente o fato. Quanto ao sentimento de infância, o texto destaca dois tipos: o de “paparicação”, que surgiu no ambiente familiar com crianças menores e o de “moralização”, que nasceu