Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Educação Sexual no Ensino Fundamental

Trabalho por Marlene Aparecida Viana Abreu, estudante de Pedagogia @ , Em 12/11/2005

5

Tamanho da fonte: a- A+

EDUCAÇÃO SEXUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL


A educação sexual para adolescentes no ensino fundamental é assunto que nos preocupa devido ao crescente número de adolescentes grávidas. Em muitos casos bloqueia e dificulta que completem o ensino fundamental, tornando mais difícil que vivenciem com prazer a adolescência e a juventude.

Pais, mães e até mesmo educadores parecem acreditar que se nas escolas tais questões forem silenciadas, a "inocência infantil" será preservada. Mas sabemos que, se o adolescente tiver contato com a temática desde criança, no seu dia-a-dia, a visão será mais ampla no sentido de quebrar tabus, que normalmente estão presentes no interior das famílias.

A educação sexual nas escolas deveria ser definida no núcleo comum para o ensino fundamental como tema transversal, podendo ser trabalhada em qualquer disciplina, visando propiciar aos jovens a possibilidade do exercício de sua sexualidade de forma responsável e prazerosa, para que eles não tenham uma experiência traumática, cheia de deturpações como por exemplo: gravidez indesejável, aborto, doenças sexualmente transmissíveis /AIDS.

Os temas transversais propostos pelo MEC, abordam a necessidade do docente trabalhar a questão sexual como forma de quebrar os tabus que a envolve e orientar os alunos quanto a sua sexualidade. É uma forma de mostrar a relação entre homens e mulheres de modo natural e apontando as conseqüências provenientes de tal relação.

O livro didático aborda a questão, entretanto, as professoras apresentam dificuldades em trabalhá-lo de forma aberta, por não terem sido preparadas ou por timidez, além do receio da comunidade, tudo isso dificulta o desenvolvimento do trabalho.

A contaminação por DST´s ( Doenças Sexualmente Transmissíveis ) abortos entre jovens e adolescentes, comprovam que a educação sexual é uma questão não somente familiar, mas também social. E a escola enquanto instituição social seria a mais viável para trabalhar com essa problemática.

A educação sexual deve ser tratada de maneira clara sem falsos pudores, para que nossos jovens e adolescentes possam refletir não só sobre sua sexualidade, mas também sobre sua saúde. Não podemos deixar que eles padeçam por negligências e desinformações, minguando na irresponsabilidade de não poderem lidar com sua própria sexualidade de forma natural e com liberdade.


JUSTIFICATIVA

Sabe - se que a educação sexual não é estudada e nem trabalhada como deveria ser nas escolas, isto se deve a falta de formação dos professores e muitas vezes timidez dos mesmos e dos alunos. A família também não contribui para o enriquecimento deste tema porque acham que seus filhos devem ser preservados, por pudor, tabu.

Como a maior parte da adolescência se processa na escola, nada melhor ser ela o ambiente mais adequado para que eles aprendam como lidar com a sexualidade, evitando assim muitos transtornos futuros tanto para o adolescente quanto para a família.

Nas escolas existem tabus e preconceitos contra assuntos ligados à sexualidade. A resistência aparece na alegação de falta de espaço, falta de material didático, falta de cursos de capacitação e receio dos pais que às vezes se opõe a este tipo de informação para seus filhos.

Mesmo o professor de Ciências ou Biologia às vezes não aborda o assunto do ponto de vista do interesse do aluno, por trazer constrangimento para ambas as partes. Por isso, é necessário e urgente que a escola e os educadores pensem e repensem na formação do cidadão consciente e responsável pelos seus atos.

Assim, acredito ser a escola, o espaço mais adequado para ministrar este ensino, porque reúne diariamente um grande número de adolescentes com interação afetiva já estabelecida, o que facilitaria o desenvolvimento do trabalho e sua continuidade.

O trabalho se justifica pelo fato de ser um tema preocupante e que precisa ser abordado entre crianças e adolescente a fim de entender suas verdadeiras curiosidades e preocupações sobre o objeto pesquisado.