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A Criança e a Construção da Leitura e Escrita

Trabalho por Antônia Conceição da Rocha, estudante de Pedagogia @ , Em 24/08/2005

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A CRIANÇA E A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E ESCRITA

GOIÂNIA

2005


A Deus.

À minha família.

Aos meus mestres.

Aos meus amigos.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus.

À minha família, pela compreensão, confiança e carinho.

Aos mestres, principalmente à professora Orlinda, pela sua competência e orientação deste trabalho.

Agradeço também a todos os demais mestres que contribuíram para a minha formação.

À Universidade Católica de Goiás pela oportunidade de crescimento profissional.

Aos demais colegas e a todas as pessoas, que de alguma maneira, auxiliaram na concretização deste trabalho.


"O homem é um ser essencialmente social e histórico que, na sua relação com outros, em uma atividade prática comum, intermediado pela linguagem, se constitui e se desenvolve enquanto sujeito."

Bakhtin


RESUMO

A CRIANÇA E A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA

A presente monografia tem com objetivo levantar algumas questões sobre a construção da leitura e da escrita e a formação de professores, buscando compreender não só os fatores que têm contribuído para o fracasso escolar das crianças, como também verificar as possibilidade de a escola garantir a todos, indistintamente, o direito de se tornarem leitores e escritores, com seu sucesso.

A monografia foi baseada em pesquisa bibliográfica, aliada aos estudos das experiências apresentadas em sala de aula, no Curso de Especialização em Alfabetização, sobre a leitura e a escrita. A partir dos autores pesquisados, Bakhtin (1998), Smolka (2003), Cagliari (2002), Melo ( 2000 ), Braggio (1992), Silva (1995), Ferreiro (2001), Soares (1987), Geraldi (1986), entre outros, foi possível elaborar uma reflexão sobre o preconceito social aos diferentes dialetos, a concepção da escrita como sistema de código e de representação, a concepção construtivista e sócio-interacionista de aprendizagem tendo em vista a necessidade de trabalhar a leitura e a escrita como prática social e discursiva.

No primeiro capítulo, elaboro um estudo dos autores pesquisados que ressaltam que, por falta de uma explicação cientifica para a causa do fracasso os professores jogam a culpa na criança pelo seu baixo desempenho , atribuíam-lhe uma suposta deficiência lingüistica , acreditam que, em razão da sua condição de vida adversa, a criança chega à escola com uma linguagem distante da língua escrita, acarretando-lhe dificuldade na aprendizagem. Isso representa um preconceito aos diferentes dialetos que as crianças falam em seu contexto social, ou seja, o problema não está na criança mas na escola reprodutores da sociedade, que não sabe lidar com as diferenças lingüisticas e culturais. A criança que não tem acesso à prática de leitura e escrita em casa fica em desvantagem diante daquela que vive em um ambiente letrado ,mas todas têm capacidades cognitiva de aprender, a se tornarem leitoras e escritoras. Discuto ainda que a linguagem é um fenômeno social construído na interação verbal em gênero discursivo o qual deve ser tomado como objeto de ensino.

O segundo capítulo analisa os métodos tradicionais de alfabetização que tratam a escrita como código fechado e a aprendizagem como técnica, privilegiam os aspectos gramaticais e desprezam os aspectos semânticos, ou seja, a criança é tratada como tábula rasa que deve assimilar tudo sem nenhuma crítica.

De acordo com as novas teorias, a escrita é um sistema simbólico de representação e a sua aprendizagem deve se constituir em uma construção pela própria criança. A língua é assim, um produto cultural carregada de significado e construída na interação social. A aprendizagem deve ser significativa para o leitor para que possa participar da construção de sentido que o texto suscita. Nesse sentido, deve-se ensinar a