Educação após Auschwitz
Para o autor os acontecimentos em Auschwitz, foram o retorno a barbárie, não existindo nada que possa justificar as atrocidades que foram cometidas.
O caminho para que o homem não retorne a barbárie e o da educação, os debates em torno de possibilidades, metas educacionais, devem tomar como exemplo os acontecimentos em Auschwitz, e nortear as metas educacionais, para formar homens conscientes, pois nada justifica tais atrocidades.
A pressão social leva as pessoas a cometerem atos injustificáveis contra minorias, sem refletirem, passam a defender causas que possam ser justificadas, levadas por um sentimento maior que sua vontade individual.
No desenvolvimento histórico do homem, ou o processo de humanização, que Adorno caracteriza como progresso da civilização, o homem cria melhores condições com os avanços tecnológicos, mas à medida que se humaniza, utiliza-se desses novos recursos para "dominar", cometer atrocidades contra a própria espécie, há um retrocesso que é anticivilizatório ou desumano.
O nacionalismo exacerbado a partir do fim do século XIX, foi capaz de gerar o genocídio. Com os acontecimentos de Auschwitz, nasce pelo lado subjetivo das pessoas algo muito interessante, isto é, o indivíduo deixa de existir e passa a agir manipulado, pela cultura vigente, de opressão ao mais fraco ou ao povo melhor organizado, porém que representa um menor número de membros.
Para orientar uma discussão o autor recorre a pesquisa de Freud, o qual forneceu grandes contribuições sobre a cultura de massas e como ela age no sentimento subjetivo das pessoas.
Nesta perspectiva, os ensaios e estudos de psicologia indicam caminhos para a educação, no sentido de que a mesma seja dirigida a uma auto - reflexão crítica.
A educação dirigida a uma auto - reflexão crítica, deve ser iniciada antes mesmo da educação escolar, ou seja, na primeira infância, quando o indivíduo está formando suas características básicas de caráter.
Analisando a sociedade de uma perspectiva sociológica, a mesma desponta com mecanismos que integram e em contrapartida há tendências de desagregação, pois a sociedade pluraliza tudo aquilo que é individual, particular e as pessoas passam a agir de acordo com o coletivo, sem refletir sobre os seus atos.
Quando indivíduos agem isolados refletindo e discordando da maioria, a pressão social volta-se contra, pois este indivíduo está indo contra a ordem social estabelecida, isto é, o que é certo ou errado (em Auschwitz as pessoas que executavam, sentiam-se inibidos pelo fato de estarem fazendo a coisa certa. Muito provavelmente aquele que se opusesse, seria dado como inimigo, por ser contrário a ordem estabelecida).
A preocupação em apontar para uma discussão para a educação após Auschwitz, deve se pensar na educação da primeira infância, a fim de tornar as pessoas mais tolerantes e que reflitam sobre sua prática.
Neste ponto o autor procura explicitar que na Alemanha não aconteceu nada que o povo alemão não quisesse, onde o nazismo e mesmo Auschwitz tiveram a conivência de toda a população alemã naquele momento histórico, ainda que tenham sido manipulados pelo nazismo. A pressão social levou o povo alemão a legitimar as atrocidades.
A questão do compromisso é assumida como forma de condicionar suas ações para uma determinada causa, assim aquele que não se incluir está pondo contra a causa. "falta de compromisso". A expressão vai designar até que ponto a pessoa está disposta a agir para o êxito daquilo que foi proposto. As pessoas compromissadas estão prontas a executarem qualquer tipo de tarefa sem questionar, refletir sobre seus atos, onde o que importa é o objetivo com o social.
O autor considera que as pessoas que vivem
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