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Paulo Freire - Vida, Obra, Métodos e Entrevistas

Trabalho por Jadson Teixeira Coimbra, estudante de Pedagogia @ , Em 26/10/2003

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Paulo Freire - Vida, Obra, Métodos e Entrevistas


BIOGRAFIA DE PAULO FREIRE

Paulo Freire morreu no dia 2 de maio de 1997. Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921 em Recife, no nordeste do Brasil. Como estudioso, ativista social e trabalhador cultural, Freire conseguiu desenvolver uma prática de alfabetização antiimperialista e anticapitalista que serviu como base para uma luta mais ampla pela libertação.

Em sua primeira experiência, em 1963, Freire ensinou 300 adultos a ler e escrever em 45 dias. Esse método foi adotado em Pernambuco, um Estado produtor de cana-de-açúcar a 1.160 milhas do Rio de Janeiro. O trabalho de Freire com os pobres, internacionalmente aclamado, teve início no final da década de 40 e continuou de forma ininterrupta até 1964, quando um golpe de estado militar da direita derrubou o governo do presidente João Goulart, eleito democraticamente.

Freire foi acusado de pregar o comunismo, sendo detido. Ele ficou preso, por ordem do governo militar, durante 70 dias e foi exilado por seu trabalho na campanha nacional de alfabetização da qual ele fora diretor. De acordo com Moacir Gadotti, os militares brasileiros consideravam Freire "um subversivo internacional", "um traidor de Cristo e do povo brasileiro" e acusavam-no de desenvolve um método de ensino "semelhante ao de Stalin, Hitler, Perón e Mussolini". Além disso, ele foi acusado de tentar transformar o Brasil em um "país bolchevique" (1994). Os 16 anos de exílio de Freire foram períodos tumultuados e produtivos: uma estadia de cinco anos no Chile como consultor da UNESCO no Instituto de Capacitação e Investigação em Reforma Agrária; uma nomeação, em 1969, para trabalhar no Centro para Estudos de Desenvolvimento e Mudança Social da Universidade de Harvard; uma mudança para Genebra, na Suíça, em 1970, para trabalhar como consultor do Escritório de Educação do Conselho Mundial de Igrejas, onde desenvolveu programas de alfabetização para a Tanzânia e Guiné Bissau, que se concentravam na reafricanização de seus países; o desenvolvimento de programas de alfabetização em algumas ex-colônias portuguesas pós-revolucionárias com Angola e Moçambique; a ajuda ao governo do Peru e da Nicarágua em suas campanhas de alfabetização; a criação do Instituto de Ação Cultural em Genebra em 1971; um breve retorno ao Chile após o assassinato de Salvador Allende em 1973, o que fez com que o general Pinochet chamasse Freire de subversivo; sua breve visita ao Brasil, sob uma anistia política em 1979, e seu último retorno ao Brasil, em 1980, para lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade de Campinas, em São Paulo.

Tais acontecimentos foram acompanhados de diversas obras, entre as mais notáveis Pedagogia do Oprimido, Ação Cultural para a Liberdade e Cartas à Guiné Bissau: Registro de uma Experiência em Processo. Em anos mais recentes, Freire trabalho brevemente como secretário de Educação de São Paulo, continuando seu programa radical de reforma na alfabetização para as pessoas desta cidade.

Com base no reconhecimento dos fundamentos das tradições populares e da importância da construção coletiva do conhecimento, os programas de alfabetização de Freire para trabalhadores rurais destituídos de poder são atualmente empregados em países de todo o mundo. Ao estabelecer um elo de ligação entre as categorias de história, política, economia e classe e os conceitos de cultura e poder, Freire conseguiu desenvolver uma linguagem de crítica e uma linguagem de esperança que trabalham conjunta e dialeticamente e que provaram ser úteis em ajudar gerações de povos desfavorecidos a se libertar.

Com uma pedagogia libertadora como a de Freire, os educadores e trabalhadores culturais nos Estados Unidos e em outros lugares – tanto homens quanto mulheres de diferentes etnias – têm uma oportunidade de participar de uma luta global pela