Gestão Democrática na Escola
1 - MAPEANDO A AÇÃO
A inquietação
Segundo a autora, o desenvolvimento de trabalho na área educacional exige do educador os exercícios de ofícios, artes e artimanhas que, ao lado da fundamentação científica necessária, permitiam-lhe a adoção de práticas pedagógicas voltadas para transformar e transforma-se como pessoa e profissional.
Hora, têm trabalhado no decorrer de 18 anos em atividades profissionais no âmbito da administração escolar, quer como professora de educação básica, quer como técnica em assuntos educacionais e assessoramento da gestão de escolas públicas ou particulares ou, ainda, como docente no compromisso de promover a formação de novos administradores da educação.
Os rumos tomados pela administração escolar têm sido historicamente traçados pela administração de empresas, pois, a administração escolar adota seus pressupostos no desenvolvimento das suas ações, com vistas sempre ao alcance da produtividade.
No Brasil, a administração da educação não se desvincula dos princípios administrativos empresariais, dada, a sua característica de sociedade capitalista, em que os interesses do capital estão sempre presentes nas metas e nos objetivos das organizações que devem se adaptar ao modelo que lhe impõe esse tipo de sociedade.
O diretor de escola tem como funções básicas organizar e administrar, este antes de ser um educador comprometido com a formação do educando, depara com algumas situações constrangedoras, como por exemplo, ele se reduz a um mero repassador de ordens, burocrata atado atrás das mesas, assinando papéis de pouco significado para a educação , "capataz de limpeza e organização" do prédio escolar, sendo obrigado a cumprir e fazer cumprir programas educacionais que muitas vezes não levam em conta o conhecimento da realidade e as necessidades daquela comunidade escolar.
Para se manter no cargo, mergulha na ação centralizadora e autoritária que lhe permite o controle e a fiscalização das atividades, desenvolvendo um modo de organização que acaba por separar a concepção da execução, fazendo com que o professor tenha a sua ação fragmentada, obrigando-o a realizar uma atividade pedagógica planejada por técnicos ou especialistas que são responsáveis também pelo seu controle.
Para a autora, a democratização almejada nas relações no interior da escola não deve ser encarada como uma visão messiânica e fatalista. É uma grande falácia acreditar que, estando a escola democratizada, a sociedade irá se democratizar, ou que um dia surgirá o " Grande Messias" que irá democratizar a sociedade e, assim, a escola democrática surgirá no seu rastro.
As teorias a respeito de administração escolar numa perspectiva democrática têm proliferado no Brasil ultimamente, no intuito de explicar sua fundamentação, apontando a gestão participativa como uma das condições necessárias para o desenvolvimento da sociedade democrática.
A participação em todos os níveis do processo educacional garantirá que a apreensão de outros conteúdos culturais se faça a partir dos valores próprios dessa comunidade. Essa participação se efetivará através da integração do processo educacional às demais dimensões da vida comunitária e da geração e operacionalização de situações de aprendizagem com base no repertório cultural, regional e local.
Com isso é necessário compreender os tipos de relação existentes no complexo de diversidades culturais, econômicas, políticas e sociais, como forma de explicitar as atividades da escola, o que deverá ser a orientação básica no processo educacional.
O alvo pretendido
A gestão escolar parece se caracterizar por um processo democrático em relação articulada com a comunidade local, com os seguintes objetivos:
Ferramenta