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Repetência na Escola

Trabalho por Osvaldo Camargo, estudante de Pedagogia @ , Em 22/04/2003

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Repetência na Escola - Evasão Escolar

 

INTRODUÇÃO

No Brasil, 83% dos estudantes repetem pelo menos uma vez da primeira à oitava série ou desistem da escola antes de concluir o primeiro grau.

O censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1996 contou 3,65 milhões de adolescentes com essa idade. Entre eles, só 621500 (16,99%) estavam na oitava série no ano passado, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).

Apesar dos índices de repetência indicarem uma queda na taxa, eles são ainda muito altos, principalmente nas séries iniciais.

A situação em Resende não é muito diferente.

Neste trabalho será feita uma análise da situação da repetência na Escola Noel de Carvalho, abrangendo os dados referentes anos de ......

A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, com consulta a dados do Inep, IBGE e dados existentes na própria unidade escolar.

Serão também apontadas algumas causas dessa situação em Resende e no país e alguns procedimentos que poderão auxiliar a minimizar o problema.

 

DESENVOLVIMENTO

A Educação Brasileira está em processo de mudança.

Segundo Paulo Freire, "não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio"

Segundo dados do INEP, o Brasil tem hoje aproximadamente 53 milhões de estudantes, considerando-se todos os níveis e modalidades da educação básica e somadas as matrículas do ensino superior e da pós-graduação, o que corresponde a um terço do total da população.

Em três décadas, o sistema educacional brasileiro mais do que triplicou seu tamanho. Trata-se, portanto, de um sistema de massa, exigindo vultosos investimentos do setor público, que responde por 89,3% das matrículas do ensino fundamental, 80,2% do ensino médio e 38,35% do ensino superior.

O Brasil ainda possui uma elevada taxa de analfabetos, de 14,7% da população com 15 anos ou mais de idade, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 1996, feita pelo IBGE. Em números absolutos, são 15,5 milhões de pessoas.

Mas essa taxa vem caindo num ritmo mais acelerado, de 1,08% ao ano, desde o início da década de 90, contra um ritmo relativamente lento, de 0,63% ao ano, nas décadas de 70 e 80. O estudo destaca o crescimento do nível de escolaridade dos brasileiros e diz que tem havido redução das taxas de analfabetismo em todos os grupos de idade, muito embora sua intensidade diminua conforme aumentam as faixas etárias da população.

O percentual de analfabetos entre as pessoas com idade entre 15 e 19 anos caiu de 16,5%, em 1980, para 6%, em 1996. No grupo de 20 a 24 anos, a queda foi igualmente significativa, de 15,6% para 7,1% no mesmo período.

O índice de analfabetos também já é inferior a dois dígitos no grupo de 25 a 29 anos (8,1%). Os grupos de idade com mais de 30 anos, em contraste, apresentam taxas bem mais elevadas, sobretudo entre a população com mais de 50 anos, na qual a proporção de analfabetos chega a 31,5%.

De acordo com estimativa feita a partir dos resultados preliminares do Censo escolar de 1998, a taxa de escolarização líquida da população de 7 a 14 anos já é de 95%, antecipando e superando uma meta estabelecida pelo Plano Decenal de Educação para Todos, que previa elevar a cobertura até o ano 2.003 para, no mínimo, 94% da população em idade escolar.

O Brasil está muito perto de universalizar o acesso ao ensino fundamental. O que precisa, agora, é assegurar as condições de permanência no sistema e de sucesso escolar.

Apesar do declínio da taxa de distorção série/idade e da evolução positiva dos principais indicadores de fluxo escolar, o quadro geral ainda é insatisfatório. Quase a metade dos alunos (47%) está defasada em relação aos seus estudos, o que