Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

Evolução da Língua Inglesa

Trabalho por Vanessa Kelly dos Santos Carvalho, estudante de Letras @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

A EVOLUÇÃO DA LÍNGUA INGLESA


Entre os fatos históricos determinados na formação e evolução da língua inglesa destacaram-se os seguintes: o estabelecimento nas ilhas britânicas de povos germânicos nos séculos V e VI; (2) a chegada de Santo Agostinho, no ano 597, com a conseqüente conversão da Inglaterra à cristandade romana; (3) as invasões dos viquings no século IX e a conquista, no século XI; (4) a obrigatoriedade do uso do inglês, a partir de 1362, para procedimentos judiciários; (5) o estabelecimento da imprensa de William Caxton em westminster, em 1476; (6) o apagou do Renascimento, no século XVI; (7) a população ad chamada Bíblia do rei Jaime, tradução vernácula das sagradas escrituras, em 1611; e (8) a expansão colonial para a América do Norte, Austrália e Nova Zelândia, no século XVII.

Inglês Antigo (450-1150). No ano 449, três tribos germânicas iniciaram a conquista da Grã-Bretanha: os jutos, os anglos e os saxões, procedentes respectivamente da Jultândia (atual Dinamarca), de Schleswing e de Holstein (atual Alemanha). Falavam distintos dialetos-variantes do germânico ocidental aos quais os conquistados deram a denominação geral de Englisc (língua dos anglos), devido à presença maciça de anglos na ilha. Esses dialetos deram origem ao que hoje se conhece como inglês antigo, que usava o alfabeto único, logo substituído pelo romano, introduzido por missionários irlandeses. O idioma tinha um caráter eminentemente sintético, de substantivos, adjetivos, pronomes e verbos que determinavam a relação entre as palavras numa frase. Por conseguinte, a ordenação era mais livre que na língua atual. Havia três gêneros gramaticais: masculino, feminino e neutro. O vocabulário, grande do qual desapareceu do léxico posterior, tinha caráter essencialmente germânico.

A partir de meados do século IX houve invasões em massa de tribos procedentes da Península Escandinava e no norte e leste da Grã-Bretanha. Sua influência na situação lingüística, porem, foi mínima, já que essas tribos logo abandonaram sua própria língua, em favor da língua do território conquistado. Apesar disso, o inglês atual ainda, conserva em palavras cotidianas como os substantivos egg (ovo), knif (faca), sister (irmã), verbos como to call (chamar), to die (morrer) e to give (dar), adjetivos como flat (plano), ill (doente) e também a presença do som sk em palavras com sky ou skill ( habilidade). Da mesma forma, numerosos topônimos terminados com by (cidade) e thorp (aldeia)- como Rudby, Whitby e Linthorpe e especialmente os pronomes da terceira pessoa do plural (they, then their), que substituíram o complexo sistema pronominal anterior, devesse a influência escandinava.

Uma nova invasão, procedente da Normandia, região do noroeste da França, pôs fim ao domínio lingüístico e político das tribos germânicas.A chegada em 1066, do duque vinquing Guilherme, o conquistador, e sua posterior coroação como rei da Inglaterra, representou, do ponto de vista lingüístico, a imposição do idioma franco-normando, como língua oficial da Corte e da Igreja enquanto o inglês ficava elevado às classes humildes. Essa situação se prolongou por três séculos e repercutiu consideravelmente na língua inglesa.

Inglês Médio (1150-1500). Durante o período lingüístico conhecido com inglês médio, o vocabulário e a gramática da língua inglesa passaram por profundas alterações, que transformaram radicalmente sua estrutura e a converteram numa língua analítica. A mais fundamental delas foi a perda gradual das flexões, em conseqüência da pronúncia diferente que passaram a ter as terminações flexisivas, de substantivos, adjetivos e verbos. Como resultado imediato, substantivos e adjetivos perderam o gênero gramatical. Da mesma forma, desaparecimento das flexões no sistema pronominal determinou uma ordem sintática mais rigorosa e o aumento do uso das preposições.

Todas essas características foram mantidas no inglês moderno.

Radical foi também a influência da língua francesa não mais o dialeto franco- normando, mais o francês central- no leste com inglês. Além da nossa ortografia imposta pelos escribas estrangeiros, introduziram-se numerosos termos franceses. Muitas vezes as novas palavras conviveram com a língua nativa, mas