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Romantismo

Trabalho por Fernanda Giacinato, estudante de Letras @ , Em 22/04/2003

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ROMANTISMO


" mais do que uma reforma literária, uma revolução na cultura ocidental, entre 1750 e 1850"

O Romantismo caracterizou toda a cultura ocidental a partir do século XVIII (Alemanha e Inglaterra) até a primeira metade do século XIX e foi contemporâneo da ascensão da burguesia que, desde a Revolução Francesa, tornou-se a classe dominante.

Na Segunda metade do século XVIII, novas idéias e ideais foram se firmando - era a revolução em marcha, no plano das concepções filosóficas e científicas, no plano da arte e da vida política, social e econômica.

É preciso, portanto, estabelecer-se um paralelo através desse contexto pois a nova ordem das coisas modifica o panorama sócio-cultural então vigente. O leitor de obras literárias não é mais o elemento da nobreza, ligado ao clero, culto, letrado, que absorvia os textos visando à elevação do espírito, mas o burguês, limitado intelectualmente. Este buscava na obra de arte uma forma de entretenimento, procura uma possibilidade de identificação com a obra. As obras clássicas trabalharão com valores universais; as românticas, com valores relativos.

Já o artista, antes financiado pela nobreza, agora terá que atender aos anseios e às expectativas da burguesia que irá adquirir seu livro. Talvez seja esta a primeira característica do estilo: uma literatura de caráter popular, voltada para a burguesia. Mergulhado em si, o artista se vê limitado por um profundo sentimento de abandono e angústia. Surgem o inconformismo, a insatisfação, a rebeldia, a tristeza e a agressividade. Uns reagem, revoltam-se e fazem poesias de inconformismo social, como na obra de Victor Hugo, de Castro Alves:


"Existe um povo que a bandeira empresta Pra cobrir tanta infâmia e covardia."

Outros, buscando formas de escapismo, de evasão, repudiam o presente, refugiando-se no passado, na infância, nos sonhos (que os conduzirão a lugares lendários, exóticos), na longínqua Idade média, teocêntrica e misteriosa. O mecanismo de compensação será idealizado: o herói (inspirado no cavaleiro medieval) é sempre puro, valente, corajoso, honesto e bom, respeitador de sua dama; a heroína, imaculada, angelical; e o mundo, ideal, justo.


CARACTERÍSTICAS ROMÂNTICAS:

  • Subjetivismo;
  • Egocentrismo;
  • Saudosismo;
  • Sentimentalismo;
  • Idealização da mulher e do amor;
  • Medievalismo (volta às origens - Europa);
  • Religiosidade;
  • Condoreirismo;
  • Byronismo (Lord Byron - boemia, prazeres, fumo, sexo)


ROMANTISMO EM PORTUGAL

Início: 1825 (com o poema "Camões", de Almeida Garret), vai até 1865, quando inicia-se a época Realista.

Neste período, a estética romântica, em terra lusitana, passará por três fases: a primeira é representada por Garret, Castilho e Herculano; a Segunda, ultra-romântica, por Soares de Passo e Camilo Castelo Branco, e vigorou até 1860; a terceira, de transição para o realismo, por João de Deus e Júlio Dinis.

Representantes da Primeira Fase:

1. João Batista da Silva Leitão de Almeida Garret (1799 - 1854)

obras:

Poesia - Retrato de Vênus / Camões / D. Branca / Folhas Caídas
Teatro - Catão / Um auto de Gil Vicente / Frei Luís de Souza
Prosa doutrinária - Portugal na Balança da Europa
Prosa de ficção - Viagens na minha terra

2. Antonio Feliciano de Castilho (1800 - 1875)

obras:

Poesia - A noite do Castelo / Escavações Poéticas / O Outono

3. Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo

obras:

Romance - O Monge de Cister / Eurico, o presbítero / O Bobo
Historiografia - História de Portugal
Conto - Lendas e Narrativas
Poesia - Poesias

Representantes da Segunda Fase (Ultra-Romântica)

1. Antonio Augusto Soares de Passos

obras:

Poesia - Poesias
Poema - O Noivado do Sepulcro

2. Camilo Castelo Branco

obras:

Poesia - Os Pundonores Desagravados / A Murraça /