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O Mundo Maravilhoso das Fábulas

Trabalho por Aldinea de Abreu Costa, estudante de Letras @ , Em 22/04/2003

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O Mundo Maravilhoso das Fábulas


"O sentido de uma palavra
é o uso que dela se faz". Wittgenstein

Os caminhos do conhecimento sempre passaram pela visão crítica do homem. As artes, em geral, sempre foram tidas como elo de ligação do homem com as manifestações da Natureza. A Literatura surge em meio a esta sede de criar despreocupadamente a partir de uma linguagem simples, aproximando sua criação da vida cotidiana. Mas a Literatura não é uma arte de estética, é a transformação do real em imaginário.

Na imensa riqueza do universo Literário nasce a Fábula, surgiu no Oriente e foi reinventada pelo escravo grego Esopo (século VI a.C., na Grécia), que criava histórias baseadas em animais para mostrar como agir com sabedoria. Suas fábulas, mais tarde, foram escritas em versos, com acentuado tom satírico pelo escravo romano Fedro ( século I d.C., em Roma ). Contudo o grande responsável pela divulgação e reconhecimento das fábulas de Esopo no Ocidente moderno foi o francês Jean de La Fontaine, um poeta que conhecia muito bem a arte e as manifestações da cultura popular.

Motivado pela natureza simbólica das fábulas, La Fontaine criava suas histórias com um único objetivo: tornar os animais o principal agente de educação dos homens. Para isso os animais são colocados numa situação humana exemplar, tornando-se uma espécie de símbolo. Por exemplo: a formiga representa o trabalho; o leão simboliza a força; a raposa, a astúcia; o lobo, o poder despótico e assim por diante. Tudo isso está profundamente ligado ao simbolismo mais antigo criado pelo homem para expressar suas relações com o espaço em que vive.

A fábula distingui-se das outras narrativas devido à construção simbólica do enredo, em que os animais não somente agem como também sentem e pensam e principalmente porque a história é sintetizada numa linha moral. A linha moral, colocada no final da fábula, geralmente reproduz um provérbio ou um ditado popular, uma criação anônima, uma fala sem sujeito, sem autor nem tempo, já que não é criação de um indivíduo, mas da linguagem de uma comunidade.