A AVALIAÇÃO
2006
TEMA E SUA DELIMITAÇÃO
A avaliação é um elemento chave de todo o processo de ensinar e aprender. Os professores, as administrações, os pais e os próprios alunos se referem à avaliação como o instrumento ou processo para avaliar o grau de alcance.
Para ZABALA (1998, p. 220), "é preciso lembrar que avaliar, e avaliar de uma determinada maneira -diversificada tanto em relação aos objetos como aos sujeitos da avaliação, e com caráter não é, exclusivamente, uma questão de oportunidade [...]". A avaliação é considerada como um instrumento sancionador e qualificador, em que o sujeito da avaliação é o aluno e somente o aluno, e o objeto da avaliação são as aprendizagens realizadas segundo certos objetos mínimos para todos.
Conforme ZABALA, "o melhor caminho para fazê-lo é ajudar os alunos a alcançarem critérios que lhes permitam se auto avaliar, combinando e estabelecendo o papel que esta atividade tem na aprendizagem e nas decisões e avaliações que tomam" (1998, p. 220).
Podemos distinguir dois processos avaliáveis: como o aluno aprende e como o professor ensina. No entanto, as definições mais habituais da avaliação remetem a um todo indiferenciado, que inclui processos individuais e grupais, o aluno ou a aluna e os professores.
"Devemos ter presente que, na aula e na escola, avaliamos muito mais do que se pensa, e inclusive mais do que temos consciência [...]" (ZABALA, 1998, P. 219).
Assim é conveniente dar-se conta de que ao falar da avaliação na aula pode se aludir particularmente a algum dos componentes do processo em sua globalidade.
Dentro da abordagem tradicional, a avaliação é concebida como um grande prêmio para as crianças que alcançam algum objetivo fixado pelo currículo, e como maneira de punir aos que não conseguiram tal mérito.
"O problema da avaliação está estreitamente unida ao da promoção, e as suas conseqüências sociais. Tradicionalmente, a avaliação e promoção tem sido considerados problemas técnico-pedagógicos [...]" (KAUFMAN, 1998, p. 181).
A promoção por si, não beneficia a uma criança se o condena a um trabalho solitário, nesse sentido o diálogo é um fator crucial da aprendizagem. Para KAUFMAN (1998, p. 183), "os docentes podem avaliar suas crianças por si mesmos, sempre que conheçam, no mínimo, qual é o processo de contextualização e compreendam os critérios fundamentais que guiam esse modelo de avaliação".
Desse modo, o professor foi deixado de ser a única fonte disponível de informação e o único juiz da tarefa realizada em sala, já que os alunos compartilham com ele possíveis, convertendo-se pouco a pouco em excelentes futuros adultos.
Segundo KAUFMAN, "os professores ocuparam-se de coordenar as atividades dos diferentes grupos, avaliar as possibilidades das crianças, propor situações adequadas para promover o avanço de cada um, proporcionar vários portadores de texto, etc." (1998, p. 192). A tarefa do alfabetizador, seria portanto, em todos os casos, de crucial transcendência, tanto em nível pessoal como social, onde ajudar para que alguém seja introduzido no mundo da educação, equivale a abrir-lhe uma porta até um futuro melhor.
Nos tempos atuais, foram alavancadas inúmeras questões referentes á avaliação e seus protagonistas, alunos e professores, dentre elas uma se destaca pelo convívio direto, que envolve inúmeros aspectos do cotidiano escolar: "Tarefas relacionadas á avaliação e as atuações ou decisões associadas a ela" (COLL e MARTÍN, 1999, p. 197).
Essas dúvidas, dificuldades e contradições que encontramos no processo avaliativo aumentam ainda mais quando inserimos nossa proposta de trabalho em uma concepção de ensino e aprendizagem construtivista.
Segundo COLL e MARTÍN, "quando acredita-se ter resolvido um problema ou uma
Ferramenta