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Análise de Crime e Castigo - Dostoievsky

Trabalho por Gian Alan, estudante de Letras @ , Em 18/05/2006

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CRIME E CASTIGO


Enredo

O personagem principal, Rodion Raskolnikov era um garoto da província, que veio a cidade grande terminar seus estudos. Apesar de professor de línguas, vive angustiado pela sombra de se tornar alguém melhor ou fazer algo importante. Ele divide o homem em ordinário e extraordinário, numa tentativa de explicar a quebra das regras em prol do avanço humano, sempre compenetrado e atento, esbarra numa teoria que pode revolucionar sua maneira de viver.

O fim do século XIX foi o tempo das teorias. Mas, de repente, não era o momento certo para se viver. Pelo menos para o Rodion. Pobre e faminto, numa condição límbica de ex-estudante, vivendo num porão, resolve por em prática o tema de um artigo seu, que separa os homens em dois grandes grupos: aqueles que têm coragem de passar por cima das convenções e assim realizar grandes coisas e os outros, piolhos, que apenas vivem presos a leis, bons costumes e a moral. Ele não quer ser preso. Às convenções, é melhor dizer.

Seguindo este preceito --- fazer algo que mude a sociedade ou em pró dela --- o personagem planeja, a morte de uma usurária (alguém que empresta dinheiro a juros), resolve cometer seu crime, visando obter algum recurso financeiro para iniciar a vida. No entanto, é surpreendido pelos pintores que trabalhavam no andar abaixo. Foge sem levar nada de real valor, e o que leva, deposita embaixo de uma pedra. Antes de fugir da cena do crime, porém, Raskólnikov também comete, a contragosto, o assassinato de Lisavieta, irmã da velha usurária, após ela ter visto o cadáver recém-assassinado no chão.

Este personagem principal rouba algumas jóias, mas não chega a usufruir deste ganho. A polícia, apesar de estar o investigando, termina por prender um inocente que se intitulou culpado por uma razão pessoal.

Depois disso, Rodion percorre o mundo das mazelas, desmaia na delegacia levantando suspeitas sobre seu envolvimento no acontecido, conhece Sônia primeiro por seu pai, Marmielanov, depois pela Madrasta, meu personagem preferido, a Katerina, e finalmente por ela mesma. Reencontra a mãe e a irmã, conhece o noivo desta e o detesta. Debate-se ideologicamente com seu grande amigo Razumikin...o tempo inteiro. Dá os 35 rublos para o funeral do pai de Sônia.

O personagem acaba confessando o crime que cometera, devido, principalmente, a enorme influência de uma prostituta chamada Sônia, que, antes disso, compartilha com Raskólnikov algumas leituras do Novo Testamento. Enfim, Raskólnikov acaba preso. Porém, devido à sua confissão e ótimo histórico, sua pena acaba por ser reduzida a sete anos em uma cadeia na Sibéria, durante os quais Sônia, seguindo o condenado durante toda a história, manteve-se muito presente, também servindo de mensageira a sua família em São Petesburgo.

Outro momento do livro é o jogo psicológico de verdades e mentiras travado diversas vezes por Raskólnikov e Porfiri engana serve também para enganar ao leitor que já não sabe mais o que inspetor sabe ou não, se está sendo bom ou sarcástico, se sabe tudo e finge ou não sabe nada e é um tolo que não quer crer. Raskólnikov só entrega a polícia por causa de sua culpa. Não se entrega por te matado a velha, mas por seu ato vil.

Depois de muito lutar, ele confessa para si mesmo, o que todos já sabiam. O que Porfiri já sabia, o que Dúnia já sabia, o que Razuminkin já sabia, o que Svridigáilov, ao dar o tiro na cabeça, já sabia, o que Lisavieta foi a primeira a saber....a morte? Não...nada disso...ele falhou em sua teoria. Não passa de um piolho com todos os outros. Enfim, vai para a Sibéria e quando, sentado na ponte do Rio