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A Cidade e seus Arredores

Trabalho por Agnes Weidlich, estudante de História @ , Em 22/04/2003

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Chegada ao Rio de Janeiro
A Cidade e seus Arredores

CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE O TEXTO

CONHECIMENTO DA LÍNGUA POR PARTE DO VIAJANTE
   ->Segundo uma nota de pé de página, o autor não conheceu a língua portuguesa suficientemente bem (p.48).

MOLÉSTIA
   ->O viajante veio ao Brasil debilitado por uma moléstia que causava sensibilidade na epiderme e irritação do sistema nervoso. Devido a esta moléstia, que impediu sua permanência na cidade do Rio de Janeiro por muito tempo, o viajante considerou sua impressão sobre a cidade e seus arredores superficial.

ÉPOCA DO ANO QUE DESEMBARCOU NO RIO
   ->Consideramos, através de seus relatos sobre as frutas, que o viajante chegou ao Rio num Domingo entre o final do verão e início do outono. Segundo ele, todas as frutas que ele teve acesso - fora a laranja e a banana - têm épocas certas de colheita. Ele cita o abacaxi, a melancia, a manga e os limões-doces, frutas típicas de períodos quentes, assim que ele desembarca no Rio.

ESTRUTURA URBANÍSTICA DA CIDADE

CALOR
   ->O autor se contradiz em algumas partes do texto como a questão do calor. No início, caracteriza o sol num contexto de beleza e se mostra eufórico com as belezas naturais do Rio de Janeiro. No entanto, ao desembarcar no Rio, o viajante, demonstra sua irritação com o calor que parece piorar nas ruas estreitas que compunham o Centro da cidade.

ARQUITETURA E JARDINS DO RIO DE JANEIRO
   ->Uma contradição do autor é em relação a arquitetura do Rio de Janeiro. No início, o viajante se propõe a dispensar "as concepções e proporções européias" para admirar a arquitetura local. No entanto, ao descrever, as Igrejas (p.43), as construções das casas (p. 46) e as demais construções, como teatros e a Academia Militar (p.44) ele se mostra bem etnocêntrico, considerando tudo muito simples e sem maiores atrativos

QUESTÕES NATURAIS
   ->O viajante, no caso, veio ao Brasil com interesses científicos por isso a cidade, em seu aspecto natural, se apresentou de forma interessante, proporcionando uma variedade muito grande de vegetação, espécie de animais e frutas tropicais. Prova disso foi o seu relato entusiasmado, no início do texto, sobre a geografia e a topografia do Rio de Janeiro.
   ->O Centro da cidade em si, não é agradável na opinião do viajante porque, segundo ele, a arquitetura era simplista e as ruas eram estreitas, apesar de limpas.

LIMPEZA DAS RUAS
   ->O viajante caracteriza a cidade do Rio de Janeiro como uma cidade limpa, ressaltando, no entanto, que algumas zonas menos freqüentadas ou com predominância de negros se apresentava de forma mais suja, além das grandes praças, como o Campo de Santana.

RUAS DO RIO DE JANEIRO
   ->Esse é um ponto que o autor volta-se com extrema dedicação. No início de seu texto, Burmeister dedica-se a uma explicação detalhada das características geográficas e arquitetônicas das ruas do Rio de Janeiro, retratando, também, a questão da divisão dos bairros (ou zonas, como ele chama).
   ->Segundo o viajante, a população ativa do Rio de Janeiro se concentrava na parte baixa da cidade, junto à baia. Segundo ele, é nessa área que se localiza a rua Direita, "a rua mais larga e concorrida da cidade" (p.36). A rua Direita era o coração da cidade, onde se concentrava a "Bolsa, a Alfândega, a Polícia Central, o Palácio Imperial, o Mercado, o Arsenal da Marinha, enfim, tudo o que convém uma grande capital e centro comercial" (p.35).

A NOITE NO RIO DE JANEIRO
   ->Segundo o viajante, na noite do Rio não se encontrava habitantes decentes, estado restrito esse período do dia aos negros e brancos de ambos sexos, sem que