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Momentos Decisivos

Trabalho por Agnes Weidlich, estudante de História @ , Em 22/04/2003

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Da Monarquia à Republica:
Momentos Decisivos

   O trabalho que será desenvolvido pretende realizar uma sinopse acerca de dois capítulos do livro "Da monarquia à república: momentos decisivos", de Emília Viotti. Os capítulos a serem trabalhados são o nono e o décimo.
   No capítulo nove, "Sobre a origem da República", Emília Viotti faz uma análise historiográfica acerca da proclamação da República, desde os trabalhos contemporâneos à proclamação até os dias atuais.
   Para a autora, os primeiros trabalhos foram marcados pela proximidade histórica; foram interpretados à luz as parcialidade dos observadores que estavam engajados no processo. O fato de alguns cronistas terem participado direta ou indiretamente dos principais acontecimentos, possibilitou o posicionamento contra ou a favor ao movimento. A autora credita à esse fato os relatos contraditórios e as referências parciais à personagens.
   Uma Segunda geração analisada por Emília Viotti, surgiu em meio a disputa de poder entre os civilistas e os militaristas. Segundo a autora, essa geração teve uma autora visão do movimento por estarem menos comprometidos com os fatos que desencadearam a proclamação da República. Eles percebiam a parcela de responsabilidade dos próprios políticos do Império, que através de suas críticas ao Poder Pessoal, enfraqueceram o regime. Outra característica dessa geração é a ênfase dada à Questão Militar para a ascensão da República. Segundo a autora, esse fato era originário da freqüente presença dos militares no cenário político nacional desde 1889.
   A participação dos fazendeiros paulistas no processo da proclamação da República só é levada em consideração a partir de 1930 com o declínio das oligarquias cafeeiras. Além disso, a urbanização, a industrialização, a nascente classe média e outras manifestações sociais influenciaram o trabalho do historiador da época. É a fase que a autora denomina de revisionismo da historiografia que teve Caio Prado Jr. como seu maior expoente. A partir desse processo, o trabalho do historiador estava voltado para as mudanças na estrutura econômica e social do país, trazidas pelas transformações políticas.
   No capítulo 10, "A Proclamação da República", a autora analisa os possíveis fatos que levaram a proclamação da República, enfatizando uns pontos e desmistificando outros.
   Ela começa seu desenvolvimento tratando das versões tradicionais sobre a proclamação. Discute as teses de Oliveira Viana - a República como mero golpe militar e o desprestígio da Monarquia - , dos monarquistas - a República como um "acidente infeliz" - e dos republicanos - a República foi a resposta dada pelo povo aos erros da Monarquia, através dos militares.
   A partir de uma nova problemática e novas fontes, os historiadores que continuaram estudando a República, puderam se mais objetivos ao explicar a queda da Monarquia através da inoperância das instituições do regime monárquico.
   Uma crítica da autora aos contemporâneos é a relativa indiferença às transformações na estrutura econômica e na ordem social. Ações individuais, conchavos denunciados ou intrigas parecem-nos mais interessantes.
   Segundo a autora, é comum associar a queda da Monarquia ao descontentamento dos fazendeiros devido a abolição. Segundo ela, essa versão, além de superficial, é apenas em parte verdadeira. A abolição veio destruir a estrutura colonial de produção; essa estrutura estava ligada a uma classe senhorial - alicerce da Monarquia - incapaz de se modernizar e que se viu extremamente abalada por esse novo cenário. A Lei Áurea enfraqueceu suas próprias bases.
   Para a autora, a abolição e a República emergiram simultaneamente e promoveram mudanças na estrutura econômica, provocando a ruptura de esquemas tradicionais.
O Partido Republicano, mesmo difundido em todo país, tinha em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul seus maiores núcleos políticos. Ainda assim, a autora contesta a tese que, por não possuir grandes votações, era um partido de pouca expressão. O fato de ser minoria ou ter poucos inscritos nos quadros do partido, não significa irrelevância de seu