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A Cidade

Trabalho por Agnes Weidlich, estudante de História @ , Em 22/04/2003

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A Cidade

      Impressões gerais do grupo sobre o relato estudado.
   ->Pelo seu relato, nota-se que uma grande preocupação de Charles Ribeyrolles é com o desenvolvimento econômico e social da cidade do Rio de Janeiro.
   ->O autor vê nas fábricas e usinas um mal que se faz necessário para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro - como em qualquer outra. Mesmo causando poluição, a industrialização é importante, segundo a visão de Ribeyrolles.
   ->Quando trata dos portos, o autor considera de extrema importância a mecanização como substituição da mão-de-obra escrava e do animal de carga, como força motriz.
   ->Um traço extremamente marcante em seu em texto é a ironia.

     Impressões gerais do autor sobre a cidade do Rio de Janeiro:
   ->A cidade do Rio de Janeiro, segundo o autor, é um lugar que necessita de investimentos para potencializar seu desenvolvimento, como no caso da água do Rio que mesmo sendo abundante, é mal aproveitada.
   ->As ruas são estreitas e mal calçadas e calorentas. O autor critica negligencimento da falta de banhos e lavatórios públicos. Fala, também, da falta de árvores na cidade.
   ->Apesar de ainda haver antigos lampiões de azeite nas ruas, o gás já estava sendo utilizado na maior parte da cidade.
   ->O autor critica o sistema de transporte do Rio, considerando-o atrasado.
   ->Considera a rede de esgoto de má qualidade e de má conservação, sendo o esgoto despejado no mar e nos mangues. Não existem fossas porém barris, que são carregados pelos chamados "tigres" (negros carregadores).
   ->Para o autor existem muito poucos bustos e estátuas.
   ->Segundo o autor, o Rio não está aberto e alargado como o velho Paris, "aqui, as antigas ruas conservam a sua fisionomia primitiva(...)" (p. 207).

     A vida em família e a condição feminina.
   ->O autor acha a população do Rio de Janeiro uma grande mistura de raças, cores e perfis.
   ->As negras vendedoras, segundo o texto, também possuíam escravos que trabalhavam com elas nas quitandas, vigiando, vendendo ou colocando seus grandes cestos nas esquinas das ruas frequentadas. Ele diz que a aristrocracia do comércio negro é implacável, só visando o dinheiro.
   ->"A segunda classe de quitandeiras não tem mais que um taboleiro sobre estacas e debaixo de um toldo, nas horas de muito sol". (p.203)
   ->O proletariado negro é comoposto pelas negras oriundas do Congo, Moçambique, Anguiz e de Bengala.

     O lugar do trabalho na organização do espaço urbano e das relações sociais.
   ->O autor acha que o poder público do Rio de Janeiro não possui verbas para efetuar melhorias na cidade e incentiva a entrada do capital privado.
   ->Os pretos de ganho "mais moços e robustos" (p.204) carregam e descarregam os navios enquanto os velhos e doentes ficam nos mercados fazendo pequenos serviços.
   ->O autor critica a postura dos senhores de escravos de ganho que, mesmo sendo religiosos, se beneficiam - e por isso apoiam - a manutenção da escravidão.
   ->"A segunda divisão do povo negro, no Rio de Janeiro, constitue a classe numerosa dos criados de aluguel." (p.206).
   ->O autor resume as diversas colônias africanas no Rio de Janeiro em: 1) negros de aluguel; 2) os escravos que servem nas casas ricas; 3) e, os pretos de ganho. (p. 206)
   ->Critico da migração do campo para cidade, pois quem perde com isso é o país (e quem ganha é o senhor).
   ->Os pardos livres formam uma classe ativa; os índios são raros e os chineses negocião ou mendigam.
   ->Haviam irmandades de negros libertos que sustentavam uma caixa de resgate para alforriar aqueles que ainda eram escravos.
   ->O grande entreterimento no Rio de Janeiro era o teatro.
   ->O autor critica a exclusão da música sacra no cotidiano religioso.