Ataques de 11 de Setembro
Eram 10h30 quando o edifício da esquina da Murray Street com West Broadway começou a tremer. No subsolo, parecia que um terremoto em escala jamais sentida em Nova York estava em furioso progresso. Mas as mães, chefes de família e repórteres, sujos de poeira, sabiam perfeitamente que aquela não era uma catástrofe da natureza. "Outra Bomba!", alguém gritou. Pandemônio: a pequena multidão saiu correndo escada acima para ganhar a rua. Um erro do qual se arrependeriam. Na West Broadway, uma das artérias da zona nova-iorquina de Tribeca, estava sendo engolfada pelo que parecia um maremoto de pesadelo. Uma gigantesca onda cinza avançava em alta velocidade por toda a vizinhança. Não era composta de água, mas de entulhos, cacos de vidro, estilhaços de madeira, projéteis de ferro, papéis e, imagina-se, pedaços de carne humana. Ratazanas enormes, como figuras de desenho animado, fugiam enlouquecidas. O vento quente foi o primeiro a atingir aqueles que não conseguiram correr no fluxo do caos, no rumo norte. Uns caíram, outros se jogaram atrás de carros. Depois, veio a muralha sólida dos escombros de um prédio que momentos antes tinha 110 andares. É difícil saber quantos se feriram naquele instante. A escuridão que encobriu o sul da cidade era tão intensa que tornava impossível enxergar as próprias mãos. O ar desapareceu: foi substituído por uma atmosfera sufocante. Tão sólida que poderia ser varrida do espaço, como se faz a um chão imundo. Durante o resto daquele 11 de setembro, terça-feira negra, não se conseguiu mais um respiro de alívio. Quando a poeira baixou um pouco, muito tempo depois, o skyline de Manhattan havia sido modificado de modo definitivo. Os maiores prédios desta cidade de arranha-céus as duas torres do World Trade Center, as Twin Towers sumiram do mapa.
Numa sucessão de ataques sem precedentes a território americano, pelo menos quatro grupos de terroristas seqüestraram quatro aviões de carreira e os arremessaram em alvos icônicos do poderio econômico-militar dos Estados Unidos. Duas destas aeronaves acertaram em cheio, demolindo, literalmente, três edifícios do famoso complexo World Trade Center e outro aparelho arrasando, nada menos do que parte do prédio do Pentágono. O quarto, um Boeing 757 da companhia United Airlines, com 45 pessoas, caiu em Shanksville, a oito milhas de Pittsburg, no Estado da Pensilvânia. As autoridades imaginam que este último deveria chocar-se contra Camp David, a residência de retiro oficial do presidente americano. Uma fonte bem posicionada da USAF, a Força Aérea Americana, sugeriu a ISTOÉ que este objetivo só não foi cumprido por interferência de jatos caças americanos que defendiam o espaço aéreo de Washington. Caso se confirme esta informação, aviões militares dos Estados Unidos teriam disparado propositalmente, e matado, inocentes cidadãos do país. Trata-se, porém, de procedimento padrão: a defesa do presidente, mesmo que ele não esteja em no local alvo. A culpa deste ato impensável, segundo apurou ISTOÉ, cai sobre os ombros do mega-terrorista saudita Osama Bin Laden. E de um velho conhecido da família Bush: Saddam Hussein.
Barulho abominável Eram 8h48 quando o Boeing 767 da United Airlines, que fazia o vôo 175, saído de Boston com destino a San Francisco, com 65 passageiros, nove tripulantes, sobrevoou a região do sul de Manhattan, quase raspando em alguns prédios mais altos. "Eu me lembro de ter pensado que o avião estava voando muito baixo e parecia rumar para o World Trade Center", diz Peter Thomas, que naquele momento estava indo para o trabalho no complexo vizinho chamado Battery Park. "Vi horrorizado que o jato se chocou contra a torre norte do WTC. O barulho foi abominável", descreveu. Às 9h03 o avião atingira a parte superior da Torre 2 (norte). As ambulâncias saíram imediatamente do Saint Vincent Hospital, no Greenwich
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