A Breve História Indígena
2007
Em épocas atrás a mata atlântica ocupava quase a totalidade do litoral. A costa brasileira oferecia boas condições de povoamento e abrigava uma significante população indígena.
O clima
As chuvas abundantes sustentavam as fontes infinitas de águas, os ventos, que vindos do mar, sopravam da tarde parar noite. Durante os meses de verão, predominavam os ventos de nordeste e lés-nordeste e nos de inverno de março a agosto, de sul e sueste. Os sistemas de ventos e correntes marítimas facilitavam ou dificultavam a navegação nas direções norte-sul e vice-versa segundo a época do ano.
Plantas
Mandioca
A mandioca era vegetal básico dos índios, foi adotada pelos colonos e usado também para alimentar animais domésticos. A mandioca tinha veneno e esse erra utilizado pelos índios para matar seus desafetos. Outros alimentos nativos como aipim o milho, os feijões, as batatas e os carás completavam a dieta básica dos brasileiros.
Amendoins e pimentas.
Os grãos do amendoim são encontrados na raiz, o grão é saboroso, as mulheres passaram a fazer doces ou confeitos. Com os índios, os colonos aprenderam a usar diversas qualidades de pimenta que misturavam com sal nos legumes, nos pescados, nas carnes e nos caldos, dando inicio À tradição da culinária baiana.
Cajus, bananas e abacaxis.
O caju já era muito apreciado pelos índios. Muito fresca e digestiva era utilizada no combate às febres. A banana como alimento básico sempre completou a dieta de colos e escravos. O rei das frutas era o abacaxi. O sabor e perfume, delicados e irresistíveis, contrastando com a aspereza da casca da planta, não cansavam de maravilhar a todos. Também havia mamões, laranjas, limões e as frutas menos conhecidas como ombu.
Tabaco e o vício do fumo.
O tabaco usado pelos índios foi adotado pelos colonos e levado para a Europa. Era considerado remédio para cura de feridas e bicheiras de homens e animais. O vício de beber fumo propagou-se entre colonos e foi, na Europa, condenado pelo Papa. No Brasil, o ato de fumar também parecia coisa demoníaca a ponto de justificar certa vez a denuncia do infeliz donatário da capitania do Espírito Santo à inquisição.
Os prejuízos causados pelo corte desenfreado de madeira nobre não passaram despercebidos, e já no século XVII, uma carta regia procurava regulamentar e preservar o seu uso.
Animais
A caça foi fonte principal de proteína dos brancos. As capivaras, os porcos do mato os veados, os tatus, as pacas, as cotias eram muito apreciados. Existiam papagaios, as araras e os macacos.
- Peixes
Havia abundancia de pescados que eram à base da alimentação de pobres e ricos. Tainhas na Bahia eram secas e salgadas para alimentação dos escravos do engenho e dos marinheiros.
Nas praias colhia-se siris, mariscos e mexilhões e caranguejos.
- Onças, cobras e insetos.
Onças costumavam atacar índios e brancos e o gado. As cobras eram causa de terror, sucuris, boiúnas e jibóias que tinham de dois a quinze ou ate trinta metros de comprimento. As mais perigosas eram as jararacas e cascavel. Suas picadas eram causas de morte dos povoadores, especialmente dos escravos.
- Saúvas
As saúvas eram a praga do Brasil. Elas dizimavam em uma noite roças inteiras de milho, mandioca cana ou arvores de frutas como laranjeiras. O numero era infindável, gostavam de plantas sem mato em volta, eram altamente organizadas. Somente no século XX com o inseticida DDT conseguiram-se vitórias significativas contra essa praga.
Paraíso real.
Relatos como os de Pero de Magalhães Gandavo, Gabriel Soares de Sousa e Ambrosio Fernandes Brandão, nos contam que a terra produzia em abundancia coisas maravilhosas que muitos acrescentavam ao conforto e gozos dos diligentes. Mas a terra exigia uma observação constante um estudo
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