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A História, os Homens e o Tempo - Marc Bloch- FICHAMENTO

Trabalho por Sean Mardem, estudante de História @ , Em 22/03/2007

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Fichamento: A HISTÓRIA, OS HOMENS E O TEMPO (Sean Mardem)

FACULDADE ALFREDO NASSER
2007


A história, os homens e o tempo

1. A escolha do historiador

EIXO: “(...) face à imensa e confusa realidade, o historiador é necessariamente levado a nela recortar o ponto de aplicação particular de suas ferramentas; em conseqüência, a nela fazer uma escolha (...)” pg.52.

2. A história e os homens

TESE: “(...) A história {não} é a ciência do passado. (...)” Pg.52

ARGUMENTOS:

“(...) a própria idéia de que o passado, enquanto tal, possa ser objeto de ciência é absurda. (...)” Pg.52.

“(...) É verdade, a linguagem, essencialmente tradicionalista, conserva o nome de história para todo estudo de uma mudança na duração. O hábito não traz perigo, pois não engana ninguém. (...)” Pg. 53.

“(...)... o objeto da história é, por natureza, o homem. Digamos melhor: os homens. (...)” Pg.54.

“(...) Quem não conseguir isso será apenas, no máximo, um serviçal da erudição. Já o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe que ali está a sua caça. (...)” Pg.54.

3. O tempo histórico

TESE: “(...) “Ciência dos homens”, dissemos. É ainda vago demais. É preciso acrescentar: “dos homens no tempo”. O historiador não apenas pensa “humano”. A atmosfera em que seu pensamento respira naturalmente é a categoria da duração. (...)” Pg.55.

ARGUMENTOS:

“(...) Nenhum historiador, em contrapartida, se contentará em constatar que César levou oito anos para conquistar a Gália... Importa-lhe muito mais atribuir à conquista da Gália seu exato lugar cronológico nas vicissitudes das sociedades européias... (...)” Pg.55.

“(...)... esse tempo verdadeiro é, por natureza, um continuum. É também perpétua mudança. (...)” Pg.55.

4. O ídolo das origens

TESE: “(...) Para o vocabulário corrente, as origens são um começo que explica. Pior ainda: que basta para explicar. Aí mora a ambigüidade; aí mora o perigo. (...)” Pg.57.

ARGUMENTOS:

“(...) Sob sua forma mais característica, esse ídolo da tribo dos historiadores tem um nome: é a obsessão das origens. (...)” Pg.56.

“(...) Este gosto apaixonado pelas origens, a filosofia francesa da história, de [Victor] Cousin a Renan, recebera, acima de tudo, do romantismo alemão. (...) Acrescentem a glorificação do primitivo. Ela havia sido familiar ao século XVIII francês. (...) Tudo inclinava portanto essas gerações a atribuir, nas coisas humanas, uma importância extrema aos fatos do início. (...) Na história religiosa, o estudo das origens assumiu espontaneamente um lugar preponderante, porque parecia fornecer um critério para o próprio valor das religiões. Designadamente da religião cristã. (...)” Pg.57.

“(...) Quer se trate das invasões germânicas ou da conquista normanda [da Inglaterra], o passado só foi empregado tão ativamente para explicar o presente no desígnio do melhor justificar ou condenar. De modo que em muitos casos o demônio das origens foi talvez apenas um avatar desse outro satânico inimigo da verdadeira história: a mania do julgamento. (...)” Pg.58.

“(...) A qualquer atividade humana que seu estudo se associe, o mesmo erro sempre espreita o intérprete: confundir uma filiação com uma explicação. (...)” Pg.58.

“(...) O feudalismo europeu, em suas instituições características, não foi um arcaico tecido de sobrevivências. Durante certa fase de nosso passado, ele nasceu de todo um clima social. (...)” Pg.59.

“(...)... nunca se explica plenamente um fenômeno histórico fora do estudo de seu momento... O provérbio árabe disse antes de nós: “Os homens se parecem mais com sua época do que com seus pais.” (...)” Pg.60.

5. Passado e presente

TESE: “Nos antípodas dos exploradores de origens, situam-se os devotos do imediato. (...)... eles concebem o conhecimento do que chamam presente como quase absolutamente desligado do passado. (...)” Pg.60.

ARGUMENTOS:

“(...)... tomada ao pé da