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A Alegria de Ensinar

Trabalho por Roberto Feranandes Gobbi Alipio, estudante de História @ , Em 11/06/2006

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A ALEGRIA DE ENSINAR – RUBEM ALVES


INTRODUÇÃO

Trata-se de um livro onde o Rubem Alves discute vários aspectos do conhecimento e formas de transferência deste conhecimento para alunos e através de gerações. Rubem Alves é nascido em Boa Esperança, MG, em 1933. Ex-pastor presbiteriano, Rubem formou-se em Teologia e Psicanálise e possui doutorado em Princeton, Estados Unidos. Professor na Unicamp, escreve para o Correio Popular, para a Folha de São Paulo e já publicou vários livros, resultado da boa parte do tempo que dedica a escrever crônicas e artigos.


CAPÍTULO 1 – ENSINAR A ALEGRIA

Neste capítulo encontramos uma análise interessante sobre o prazer de ensinar via uma metáfora do "copo cheio" que diz o seguinte: Uma vez o professor estando repleto de conteúdo, na forma de conhecimento, este experimenta o verdadeiro prazer de ensinar, à medida que se esvazia, transferindo este seu conhecimento a seus alunos, e desde que, também, consiga transmitir a estes últimos o prazer também no aprender. Este processo de enchimento – esvaziamento completaria então os dias eliminando a tristeza de vê-los passar sem nada poder fazer.


CAPÍTULO 2 – ESCOLA E SOFRIMENTO

Aqui o autor descreve o martírio dos alunos que freqüentam escolas onde existe o "totalitarismo do conhecimento", onde uma classe dominante, de professores e administradores se impõem sobre os alunos, a classe dominada. O mote é a posse do conhecimento, em detrimento da sabedoria, junto com a estratégia de impor uma técnica onde o que importa é o conhecimento em si e não o significado deste para os alunos. O autor concluir sugerindo que se pense mais em desenvolver a alegria do aprender dentre os alunos e menos nesta postura autocrática do "aprenda e não discuta".


CAPÍTULO 3 – A LEI DE CHARLES BROWN

A partir de uma tirinha do Charles Brown, descoberta em meio à "escombros de idéias", o autor questiona como o processo de aprendizagem é transmitido de geração em geração, da mesma forma, sem questionamentos. Este fato, considerado um absurdo pelo autor, soa engraçado o que justifica a tirinha. A seguir, o autor comenta que o processo atual hermético de ensino cria um exército facilmente controlável pelas forças econômicas, já que forma alienados, e finaliza com a mensagem de que as informações passadas para os alunos deveriam ter aplicação prática para não padecerem no esquecimento levando a pura perda de tempo.


CAPÍTULO 4 – "BOCA DE FORNO"

Nesta crônica o autor descreve uma teoria conspiração baseada no seguinte argumento: histórias infantis, como "boca de forno", onde o aspecto do absurdo, naquele caso repetição do que "seu mestre mandar", têm reflexo na realidade na forma de uma crítica de seus autores ao aspecto repetitivo do modelo de aprendizagem atualmente praticado nas nossas escolas. A partir deste ponto o autor conclui que este aspecto repetitivo limita a capacidade criativa dos estudantes, impedindo que estes busquem alternativas às soluções apresentadas e os limita na busco do desconhecido.


CAPÍTULO 5 – O SAPO

O príncipe que virou sapo e que voltou a ser príncipe. A partir de uma conhecida estória infantil, mais uma, o autor inteligentemente articula o conceito de esquecer para lembrar. Na medida em que o príncipe, que sabia o que é ser príncipe, vira sapo, aprende o que ser sapo esquecendo o que é ser príncipe e finalmente, sentindo necessidade de mudar novamente, quebra o encanto e volta a ser um príncipe o autor metaforicamente nos mostra quão importante é esquecer para aprender. A partir desta reflexão o autor conclui com uma discussão sobre a importância da palavra, aprendida e esquecida, na formação do indivíduo.


CAPÍTULO 6 – SOPBRE VACAS E MOEDORES

As crianças são como vacas, têm sonhos, são puras, mas inúteis