História da Cultura
Introdução
Este trabalho tem o objetivo de relatar a formação e o desenvolvimento de diversas civilizações, como o Egito, a Mesopotâmia, a Grécia, Roma, a Europa Medieval e a Europa Moderna; bem como suas estruturas políticas, sociais, econômicas e culturais.
Tentarei mostrar claramente, com a melhor das intenções todos estes tópicos, e também através da realização deste trabalho procurarei tirar o maior proveito para meu aprendizado, buscando e tentando colher informações úteis que sejam satisfatórias para que por meio da pesquisa eu possa engrandecer meu conhecimento.
O Egito Antigo
Costumeiramente estudamos a história da humanidade a partir da Grécia e de Roma, na Antigüidade, passando-se para a Idade Média e assim por diante. Nossa cultura ainda sofre influências do eurocentrismo, que de um modo geral ignora a produção de conhecimento e cultura de outras civilizações, esquecendo-se das importantes contribuições que esses povos deram ao progresso geral da humanidade.
Os povos da Antigüidade Oriental - egípicios, mesopotâmicos, fenícios, hebreus e persas - desenvolveram-se, em geral, às margens dos grandes rios, sendo dependentes das forças fluviais; por esta razão, são denominados também como civilizações hidráulicas.
Em termos geográficos as civilizações orientais ocuparam o espaço do Oriente Médio, marcado por planaltos e montanhas, clima seco e desértico, permeado por planícies férteis, como no Egito e na Mesopotâmia, que desenvolveram a agricultura, e as faixas costeiras do Mediterrâneo, onde predominaram as atividades marítimo-comerciais.
As Condições Geográficas
Os fatores geográficos tiveram grande importância para o estabelecimento das populações que se fixaram nas diversas regiões do oriente médio. Quando da estiagem que varreu o interior africano, conseqüência da última grande retração dos gelos em direção aos pólos, os animais começaram a migrar em busca de água, movidos pelo instinto de sobrevivência; atrás deles iam os seus dependentes, os homens pré-históricos, que viviam quase exclusivamente da caça e da pesca. E assim todos foram buscar refúgio no nordeste da África, no vale do rio Nilo.
É preciso levar em conta o modo particularíssimo de povoamento do vale do rio Nilo, para compreendê-lo melhor. Em primeiro lugar, esse vale não foi ocupado desde o início por uma migração homogênea. Na época Paleolítica, toda a África do Norte, coberta pela selva tropical, era percorrida por tribo de caçadores, à exceção do vale do Nilo, devastado periodicamente pelas inundações de um rio mais formidável que o de hoje infestado de animais ferozes. Essas tribos eram das mais diversas origens.
Depois, com a seca produzida na África, durante um período glaciário mais recente, essa parte do continente passou progressivamente de floresta a estepe e, em seguida, de estepe a deserto. Para escapar à seca, sua população nômade se estabeleceu primeiramente em volta dos lagos interiores e depois dos afluentes do Nilo; enfim, quando também estes secaram, foram ocupar as esplanadas dos penhascos que dominam a imensa vala onde corre o rio.
Foi preciso que esses povos, agrupados em famílias reunidas em torno de um chefe, começassem por conquistar uma natureza hostil - a porção do vale que lhes ficava deferonte. Quando afinal o conseguiram e se transferiram para seus novos domínios, o Egito de então achou-se dividido em uma grande quantidade de pequenos principados independentes uns dos outros.
Cavando seu leito na rocha, cruzando todo um deserto em busca do mar Mediterrâneo, está o rio Nilo, nascido no interior da África. Em suas margens praticava-se a agricultura, a qual está intimamente ligada ao comportamento do rio, uma vez que o nordeste da África é uma região seca e desértica, em que a água é obtida somente através de açudes e canais de irrigação. A ciclotimia do rio é que vai contribuir inclusive para a formação de uma civilização peculiar, como foi a egípcia.
O regime das cheias e vazantes do rio Nilo
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