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A América Espanhola

Trabalho por Luis Fernando Gouveia dos Santos, estudante de História @ , Em 10/04/2004

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A América Espanhola


Introdução

Para sabermos um pouco mais sobre a emancipação política na América Espanhola, é preciso recordar como foi a sua colonização. É preciso compreender como a sociedade se comportava e lembrar mercantilismo, colônias de exploração, etc, para podermos dizer que mesmo se tornando independentes, a estrutura dessas sociedades não se modificou.


Colonização

A Espanha era uma metrópole mercantilista, isto quer dizer que, as colônias só serviam para serem exploradas. A colonização só teria sentido se as colônias pudessem fornecer produtos lucrativos. Desta forma a maioria das colônias espanholas (e também portuguesas) foram colônias de exploração, que dependiam das regras impostas pela metrópole.

O fator mais importante pela colonização espanhola foi à mineração. A base da economia espanhola eram as riquezas que provinham, especialmente da Bolívia, a prata e também o ouro de outras colônias. Foi esta atividade, a mineração, a responsável pelo crescimento de outras que eram ligadas, como, a agricultura e a criação de gado necessário para o consumo de quem trabalhava nas minas.

Quando a mineração decaiu, a pecuária e a agricultura, passaram a ser as atividades básicas da América Espanhola.


A Exploração do Trabalho

Em alguns lugares como Cuba, Haiti, Jamaica e outras ilhas do Caribe, houve exploração do trabalho escravo negro, porém, de modo geral o sistema de produção na América Espanhola se baseou na exploração do trabalho indígena.

Os indígenas eram arrancados de suas comunidades e forçados ao trabalho temporário nas minas, pelo qual recebiam um salário miserável. Como eram mal alimentados e tratados com violência a maioria dos indígenas morria muito rápido.


A Sociedade Colonial Espanhola

A grande maioria da população das colônias era composta pelos índios. A população negra escrava era pequena, e, foi usada como mão de obra, principalmente nas Antilhas.

Quem realmente mandava e explorava a população nativa eram os espanhóis, brancos, que eram a minoria, mas, eram os dominadores.

Assim podemos dividir a sociedade entre brancos (dominadores) e não-brancos (dominados).

Mesmo entre a população branca havia divisões como:

  • Chapetones - colonos brancos nascidos na Espanha, eram privilegiados.
  • Criollos - brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Eram ricos, proprietários de terras, mas, não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones.

Além disso, a mistura entre brancos e índios criou uma camada de mestiços.


A Administração Espanhola

Os primeiros conquistadores foram também os primeiros administradores. Eles recebiam da Coroa espanhola o direito de governar a terra que tivessem descoberto.

Com o crescimento das riquezas, como o ouro e prata descobertos, a Coroa espanhola foi diminuindo o poder desses primeiros administradores e passou, ela própria a administrar.

Dessa forma, passou a monopolizar o comércio e criou órgãos para elaborar leis e controlar as colônias.


Emancipação Política da América Espanhola

Só é possível compreender como as colônias espanholas na América conseguiram se libertar, se voltarmos atrás e recordarmos o Iluminismo.

No inicio do século 19, a Espanha ainda dominava a maior parte de suas colônias americanas, mas, da França chegavam novas idéias. Era a época das Luzes! Os ares eram de liberdade, os filósofos do Iluminismo pregavam que a liberdade do Homem estava acima de qualquer coisa. Não aceitavam que os reis pudessem usar sua autoridade acima de tudo. Afinal, os iluministas valorizavam a Razão, dizendo que o Homem era dono de seu próprio destino e devia pensar por conta própria.

Publicações feitas na França e na Inglaterra contendo essas idéias