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Governo Costa e Silva

Trabalho por Anônimo, estudante de História @ , Em 22/04/2003

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GOVERNO COSTA E SILVA

Introdução

A Promessa do Governo era de restaurar o regime democrático, restabelecer a ordem jurídica e empreender as indispensáveis reformas de nossa estrutura sócio-econômica. Coloca nas mão destes militares todos os setores diretamente ligados à execução política do desenvolvimento. Essa equipe governamental procura elaborar uma política econômica que responda a curto prazo.

Delfim Neto reduz as taxas de juros. Os trabalhadores exigem total liberdade sindical, anistia e abolição dos decreto-leis do antigo governo. A nível político o governo enfrenta opisição crescente do Congresso Nacional, dos setores ligados á frente Ampla e de algumas alas militares (como o Supremo Tribunal Militar ) .

Pressionado por todos os lados, Costa e Silva tenta uma aliançacom a média oficialidade, mantém-se contra os projetos liberais da ESG e abdica de suas propostas de abertura do regime, respondendo a todas as oposições.

Arena e MDB

Em 1967, tanto a Arena como o MDB, ainda sem base social definida evivendo de favores oficiais, procuraram estabelecer suas linhas de atuação. Há grande esperanças nas promessas do novo presidente: muitos acham que o poder legislativo será reforçado. Mas, poucos meses depois de empossado o mal. Costa e Silva, os dois partidos começam a ter atritos com o novo Governo, devido à utilização indiscriminada que o presidente faz dos decretos-leis.

O MDB que até aquele momento mantinha uma clara aproximaçãocom a Frente Ampla, começa a dividir-se ;em outubro, o MDB, cedendo às pressões militares e do Governo, declara que, embora vejacom bons olhos os esforços pela democratização, não está em condições de apoiar a Frente Ampla. E a Arena, preocupada com o fortalecimento da Frente Ampla e com a deterioração de sua imagem diante da opinião pública apresenta ao Executivo uma plataforma de reivindicações :eleições diretas; retorno à pluralidade partidária; abolição das leis sobre a segurança nacional e uma política econômica mais aberta ao plano salarial. Em Novembro, o Congresso diante da ofensiva da Frente Ampla vota contra o parecer do Governo. Recusa pela primeira vezum decreto presidencial que reduz os direitos das municipalidades .

Ascensão e queda da Frente Ampla

Criada em 1966 por Carlos Lacerda e JK e contando com o apoiode setores do PTB, a Frente Ampla propunha-se a lutar pelo "restabelecimento da democracia no país". Mas logo a Frente Ampla iria se radicalizar. Em março de 1967, divulgou seu programa de reivindicações ,que contava com a aprovação de alguns deputados do MDB :restauração do poder civil, preservação da soberania nacional, retomada do desenvolvimento econômico e realização de reformasnas estruturas econômicas e social.

Ao desvincular-se do Governo e do jogo parlamentar, a Frente Ampla começa a transformar-se na verdadeira oposição civil a Costa e Silva,já que o MDB ainda não conseguia romper as amarras que o ligavam com o Governo .

No fim de setembro de 1967, um grupo de militares da "linha dura "ligados a Lacerda declara-se contra o movimento e denuncia sua disposição de retirar o apoio ao ex-governador da Guanabara. Alguns dias depois, o ministro Alburquerque Lima declara que a Frente Ampla é um movimento destinado a reconstruir a situação anterior à revoluçãode março de 1964".É a ruptura. Os dirigentes do governo decidem então, concentrar seus esforços na luta contra a políticasalarial e aproximar-se do setor estudantil.

Em abril, com a crise que se instaura no pais, Costa e Silva opta pelo endurecimento e, através de uma portaria de Gama e Silva, ministro da Justiça; estingue a Frente Ampla.

1967:as questões estudantis

1967: O eixo do movimento estudantil, no início de 1967,foi a questão dos excedentes, que demonstrava a crise do sistema educacional. Em SãoPaulo, estudantes fazia greve de fome ou gritavam em passeatas lideradas pela UNE e por outras entidades postas na ilegaldade em 1964.

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