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A Biogeografia e a sua Relação com a Ecologia

Trabalho por William, estudante de Geografia @ , Em 22/04/2003

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A BIOGEOGRAFIA E SUA RELAÇÃO COM A ECOLOGIA


Segundo a autora, a Biogeografia é um objeto de estudo difícil, visto que a sua subdivisão em Zoogeografia e Fitogeografia, desprende por ramificações de estudos vastos onde o maior enfoque, no Brasil, é direcionado para a Fitogeografia, onde existe uma maior atuação de biólogos e botânicos do que por geógrafos.

O problema da Zoogeografia é mais complexo pela dificuldade de engariar dados.

O fato é que vários estudos são realizados com dedicação temporária, não evidenciando continuidade ao que teceria maiores informações à Biogeografia. Certamente, as várias dificuldades enumeradas pelos autores são de grande influência para o fato, como por exemplo:

  • falta de estudos e análises de base para métodos e conceitos sobre o ambiente tropical;
  • solução de problemas com rapidez, sem que se exerça os mínimos estudos;
  • falta de especialização de profissionais;
  • formação de pesquisadores que só seguem uma linha de raciocínio, sem se preocupar com outros termos;
  • trabalhos executados por grupos distintos, sem a interação som outros grupos de pesquisas;
  • falta de recursos para tornar permanentes determinadas pesquisas.


1 – A Ecologia dentro da Evolução da Biogeografia

Com a necessidade das pesquisas, afloradas pela motivação dos interesses econômicos no século XVIII, vários pesquisadores despertaram-se pela diversidade biológica, dentre eles, Alexander Von Humboldt. Este considerado o "pai da Geografia das Plantas", catalogou diversidades de plantas e animais e suas distribuições por diferentes ambientes físicos, dando início ao desenvolvimento da Biologia.

No século XIX , os fatores que determinaram a vegetação ganham maior atenção devido à verificação das relações dos organismos no seu meio físico: solo e clima.

A introdução dos estudos paralelos de Geografia, Geomorfologia e Pedologia foram de grande valia para o enriquecimento da Ecologia.

Na década de 50, os estudos biogeográficos tiveram uma maior ênfase com os avanços ecológicos, não só nos estudos da taxonomia e nomenclatura vegetal e animal, mas no detalhamento das relações ecológicas e seus processos devido ao crescimento populacional e industrial, que contribuíram de forma negativa para o equilíbrio dos ecossistemas.

No contexto geral, após a década de 50 é que foi dado uma maior importância para as pesquisas dos biossistemas e seus meios de surgimento, desenvolvimento e transformação, pois se tinha em mãos uma gama de detalhes escritos e catalogados por vários pesquisadores desde o século XIII.


2 – A Biogeografia: Abordagem geográfica e ecológica

Os diversos ambientes terrestres são formados por interações constantes entre a hidrosfera, troposfera, a fauna e a flora, onde principalmente a fauna e flora são objetos de estudos da Biogeografia, assim como o espaço de existência destes.

Vários são os conceitos sobre a Biogeografia , porém este se resume em estudar a Biosfera (conjunto de regiões na terra onde existe vida) e a interação entre a Biocenose (diversas espécies de uma mesma região) e o biótopo (lugar onde vive a biocenose) que vem a influenciar direta ou indiretamente o ecossistema (conjunto de seres vivos formado para a biocenose e biótopo), ou seja, estudar os seres vivos , sua participação nas estruturas, suas interrelações e nos geossistemas de acordo com o tempo e espaço.

Neste espaço, observa-se o Ecossistema e a Paisagem, sendo a paisagem o objeto concreto, diretamente palpável e perceptível, onde sua formação observa valores visíveis e invisíveis dentro da lógica espacial e o Ecossistema é a estrutura profundamente elaborada dentro da paisagem, sem dimensão e de modo não especializável, onde há carência do concreto.

No contexto evolutivo da ecologia, o destaque ficou para a adaptação dos seres vivos ao