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A Geografia Física do Brasil

Trabalho por Raeulan Barbosa da Silva Pereira, estudante de Geografia @ , Em 15/02/2007

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A Geografia Física do Brasil

 

Introdução

Com este trabalho abordaremos todo o conjunto das diversas condições meteorológicas de uma região que, registradas ao longo de pelo menos dez anos, lhe conferem certo tipo de estado atmosférico. O estudo do clima ajuda a entender como o mundo se organiza, já que a situação climática de uma região determina os tipos de ocupação, habitação, alimentação, atividade econômica e várias outras características dos povos que a habitam.

Na definição de clima se consideram temperatura, pressão, umidade, regime de ventos e correntes marítimas. Também há influência do relevo, da vegetação, de fenômenos naturais e do homem. Por essa complexidade, não existe uma única forma de classificar o clima. Uma das classificações mais usadas é a de Gaussen e Bagnouls, que adota como critérios a distribuição dos climas de acordo com a faixa latitudinal (tropical, temperada e fria) e a análise da temperatura, da quantidade de precipitação e da vegetação dessas faixas. Segundo ela, o clima é dividido em cinco grandes grupos: quente, temperado, frio, seco e montanhoso.

A partir da urbanização, o homem tem provocado alterações no clima do mundo por meio do desmatamento e da emissão de gases, que contribuem para o efeito estufa, entre outras atividades. A principal mudança observada é o ligeiro aquecimento da Terra. Em 1996, o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), organismo da ONU, divulga que a temperatura do ar aumentou entre 0,3ºC e 0,6ºC nos últimos cem anos. Com o aquecimento, as temperaturas altas tendem a ser mais freqüentes e as baixas, menos constantes, levando a mudanças no regime normal de seca e chuva em algumas regiões. O IPCC relaciona o aumento da temperatura do ar com a elevação do nível do mar – de 10 cm a 25 cm neste século – decorrente do aquecimento das águas e do derretimento das geleiras.

As formas de relevo

A grande extensão territorial e as diferenças de relevo, altitude e dinâmica das massas de ar, entre outros fatores, conferem ao país grande diversidade climática. Cortado no extremo norte pela Linha do Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio, o Brasil situa-se, em sua quase totalidade, nas zonas de baixas latitudes (zona intertropical), nas quais predominam os climas quentes e úmidos, com média de temperatura na faixa de 20 ºC. A amplitude térmica - diferença entre as médias anuais de temperaturas máximas e mínimas - é baixa, ou seja, a variação de temperatura é relativamente pequena.

Pode-se dizer que o relevo é toda forma assumida pelo terreno (montanhas, serras, depressões, etc.) que sofreu mudanças com os agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Os agentes externos são chamados também de agentes erosivos (chuva, vento, rios, etc.) eles atuam sobre as formas definidas pelos agentes internos. As forças tectônicas (movimentos orogenéticos, terremotos e vulcanismo) que se originam do movimento das placas tectônicas são os agentes internos.

A altitude do relevo é medida com referência no nível do mar, em metros.

O relevo em função das altitudes e dos planos, pode se apresentar nas formas de: montanhas, planaltos, planícies e depressões.

Montanhas

Possuem as maiores altitudes do relevo terrestre. Essas elevações quando isoladas constituem, os montes, colinas; quando estão agrupadas, constituem as serras, cordilheira e maciço.

As montanhas podem ser recentes e apresentarem as seguintes características:

  • grandes altitudes;
  • picos abruptos;
  • atividade vulcânica intensa;
  • datam geralmente do período Terciário da Era cenozóica;

As montanhas velhas apresentam características como:

  • pequenas altitudes;
  • formas arredondadas;
  • formadas na Era Arqueozóica, Proterozóica ou Paleozóica;