A Economia da Amazônia
RESERVAS EXTRATIVISTAS
As reservas extrativistas constituem-se em uma alternativa interessante para a região Amazônica, pois estimulam a utilização dos recursos naturais renováveis, conciliando o desenvolvimento social e a conservação. Estas reservas, que são protegidas pelo poder público, destinam-se à auto-sustentação e como já dito, à conservação dos recursos naturais renováveis. Trabalham nas reservas populações tradicionalmente extrativistas, regulados por contratos de concessão real de uso.
Segundo o Censo de 1980, 304.023 famílias se ocupavam com a produção extrativista vegetal e animal. Considerando-se 5 pessoas por família, aproximadamente 1.520.115 pessoas sobreviviam na época do extrativismo.
O extrativismo, em particular da borracha, não pode ser visto somente do ponto de vista econômico, já que este sistema desempenha também funções sociais, gerando emprego e renda, além da função ambiental, não degradando áreas extensas e possibilitando a fiscalização feita pelos próprios seringueiros. Além destes exemplos, a madeira, a castanha e outros produtos não madeireiros podem ser trabalhados nesse sistema, propiciando melhores condições de vida á população local.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO EXTRATIVISMO
O interesse econômico pela Amazônia despertou-se no século XVIII mediante a procura das chamadas "Drogas do Sertão", plantas medicinais, óleos, resinas, cacau, peles, peixes e carnes secas. Embora naquele período, as fazendas para pecuária e agricultura, - cacau, café, algodão - tivessem sido estabelecidas às margens dos grandes rios, estas significavam muito pouco, quando comparadas com as atividades extrativas. A participação dos índios e caboclos muito contribuiu para o crescimento do extrativismo, mas os índios, na maioria dos casos eram perseguidos e obrigados a trabalhar para os colonizadores. Não é significativa a participação do negro no extrativismo na Amazônia.
A ocupação da Amazônia foi motivada pelo extrativismo, especialmente durante a segunda metade do século XIX, quando ao redor de 400.000 famílias vindas do Nordeste, lá se instalaram à procura da borracha, cuja demanda crescente nos Estados Unidos e Europa exigia um rápido aumento de produção. Este foi o chamado "ciclo da borracha", que teve seus anos áureos na virada do século e seu declínio por volta de 1920.
Durante a segunda guerra mundial incentivou-se novamente o extrativismo da borracha e milhares de famílias nordestinas foram transportadas para os seringais.
Terminada a guerra, o governo procurou manter uma política de incentivo ao extrativismo da borracha, com financiamentos para a comercialização e beneficiamento. Como os preços pagos ao produtor não eram atraentes, o extrativismo passou por diversas crises, fazendo com que nos últimos 10 anos grande número de famílias tenha abandonado a atividade.
O extrativismo da borracha sempre esteve ligado ao da castanha que é praticado nas mesmas áreas; o primeiro, na época menos chuvosa (maio a novembro) e o segundo, no período mais chuvoso (dezembro a março).
EXTRATIVISMO VEGETAL
A Amazônia tem na sua extensa e rica cobertura florestal a maior e mais diversificada reserva de matérias-primas vegetais do mundo, fazendo com que o Brasil e outros países cobicem as riquezas desta região. Este fato exige de cada um de nós uma conscientização e uma vigilância cada vez maiores em prol da conservação e manutenção do seu equilíbrio ecológico.
Os produtos extrativos vegetais de maior produção e valor na Amazônia são: madeira, açaí, borracha, castanha e gomas. Dentre esses, destacaremos a borracha e a castanha-do-pará.
BORRACHA
Extraída principalmente da seringueira, encontrada em grande parte da floresta Amazônica, porém mais concentrada nas várzeas fluviais dos rios Purus e Madeira.
Seu período áureo de produção foi entre 1860 e 1910, quando o Brasil era o único produtor mundial. Em 1910 14, a produção racional da borracha cultivada no Sudeste asiático,
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