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A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo - Max Weber

Trabalho por Karoline Teixeira Pinheiro, estudante de Filosofia @ , Em 22/04/2003

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ASPECTOS DA RACIONALIDADE ECONÔMICA NO OCIDENTE

The protestant Ethic and the Spirit of Capitalism

É o livro mais famoso e mais controvertido de Max Weber. Nele, Weber apontou a influência das idéias religiosas sobre a conduta dos homens e contestou a tese marxista de que a consciência do indivíduo é determinada por sua classe social.

Ao invés de completar suas pesquisas sobre o protestantismo, Weber iniciou uma análise comparativa de comunidades urbanas e de organização política, assim como um estudo sobre a relação entre a religião e a sociedade. Esses estudos tinham o propósito comum de definir e explicar as características distintivas da civilização ocidental. Protestant Ethic destinava-se a servir como introdução a este tema maior da obra de Weber, uma especificação da inter-relação das idéias religiosas com o comportamento econômico como ponto focal de pesquisas futuras.


O Espírito do Capitalismo

Os estudos iniciais de Weber centralizaram-se em uma tendência que parece ser típica da sociedade moderna e em um atributo do comportamento que parece ser universal.

Weber pôde observar no seio de sua família um empresário tradicional que combinava o individualismo a uma ética de conduta econômica. Seu tio, Karl David Weber, foi o fundador de uma empresa baseada na indústria doméstica, situada no campo, nos arredores da aldeia onde vivia. Weber verificou que seu estilo de vida se caracterizava pelo trabalho árduo, hábitos frugais e modos benevolentes mas reservados, o que parecia refletir o período dos grandes empresários na fase inicial do capitalismo moderno. Este contato com a ética de trabalho de um homem de negócios respeitado repercutiu profundamente em Weber.

A idéia do trabalho árduo como um dever que traz em si mesmo sua própria recompensa é um atributo típico do homem no mundo industrial moderno, tal como concebido por Weber. O homem deve trabalhar bem em sua ocupação remunerada não apenas porque tem que fazê-lo, mas porque o deseja; é um sinal de sua virtude e uma fonte de satisfação pessoal.

O linguajar norte-americano reflete esse sentido de obrigação na expressão familiar "o que quer que valha a pena fazer, vale a pena ser bem feito". Essa expressão representa o moderno "espírito do capitalismo" na medida em que está despida de toda preocupação com propósitos transcendentais e superiores, mas, originalmente, ela tivera significado religioso profundo e é para esse fato que Weber dirigiu sua atenção.

O "espírito do capitalismo" de Weber era um conceito que ele punha em contraste com outro tipo de atividade econômica que designou como "tradicionalismo" ( O tradicionalismo está presente quando os trabalhadores preferem trabalhar menos e ganhar mais; quando, durante as horas de trabalho buscam o máximo de conforto e o mínimo de esforço; quando são incapazes de adaptar-se a novos métodos de trabalho ou mostram pouca vontade de fazê-lo; e quando trabalham de maneira moderada, em ritmo suave).

Nesse sentido, Weber assinalou que este "espírito" não seria exclusivamente ocidental nem totalmente original. Sempre houvera "super-homens" econômicos que conduziam seus negócios de maneira altamente sistemática, que trabalhavam mais do que qualquer de seus empregados, cujos hábitos pessoais eram frugais e que empregavam suas rendas em investimentos. Tais "empresários heróicos" podiam superar, por si sós, os empecilhos do tradicionalismo econômico, mas não podiam estabelecer, por si sós, uma nova ordem econômica.


A Ética Protestante

Tendo definido o "espírito do capitalismo" como objeto de sua pesquisa, Weber enumerou uma série de razões por que era plausível buscar sua origem nas idéias religiosas da Reforma. Em primeiro lugar, já existiam comentários sobre a afinidade entre o protestantismo e o desenvolvimento do espírito comercial. Em segundo lugar, a aptidão