A ARTE SEGUNDO OS FILÓSOFOS
A ARTE SEGUNDO SÓCRATES
1-O que é belo é útil Estética Utilitária
2-Olhos que não enxergam não podem ser belos
3-O mais belo cavalo é o que corre melhor
4-O que é Belo é Bom Estética Moral
5-Nada é verdadeiramente bom sem que também seja útil.
A ARTE SEGUNDO PLATÃO
Platão (427 - 348 a. C.) conceituou a arte como obra feita segundo modelo que o artista tem na mente.
Este caráter que aprecia a arte como simples entidade, sem incluir necessariamente a expressão temática, - Platão o tem claramente na sua doutrina da idéias arquétipas.
Imaginou que todas as coisas desse mundo foram feitas pelo Demiurgo (= artista), o construtor supremo do universo. Este teria tomado a matéria eterna, moldando-a, tendo por modelo as idéias eternas. Reduplicou, pois, na matéria, as idéias reais. Ora, este Demiurgo trabalhou como o artista.
Mas o artista terrestre toma como modelo de suas estátuas os exemplares encontrados na natureza. Ora, estes exemplares já são reduplicação dos exemplares arquétipos supremos. Por isso, para Platão os seres da natureza são inferiores ao arquétipo; por sua vez, os seres da arte, ao imitarem a natureza, criam algo inferior à mesma natureza. Dali a conclusão, de que melhor é procurar a natureza, do que a arte. Enquanto a natureza é sombra do arquétipo, a arte é a sombra da sombra.
Ou, como dirá depois Dante, - a arte é neta de Deus, ao passo que a natureza é filha de Deus.
E assim resultou que Platão expulsasse a arte da sua concepção de República. Ainda assim, entre as artes Platão preferiu a música, em vista de certa espiritualidade.
Em qualquer hipótese, as concepções de Platão se revelam em todo o seu contexto como sendo de sentido practicista, e não como expressão intencionalística (Platão, República, L. 3 e 10; Sofista, 264 - 267).
Os sucessores de Platão reproduziram o seu conceito practicista de arte, divergindo apenas em detalhes referentes ao modelo ideal.
A ARTE SEGUNDO ARISTÓTÉLES
Em Aristóteles o modelo da arte não precisa ser um arquétipo, mas qualquer idéia pré-estabelecida pelo artista.
Através dos tempos as filosofias da arte vão oscilando para modelos mais ideais (como na arte idealista, ou clássica) e menos ideais (como na arte helênica, barroca, romântica, modernista).
Não obstante estas oscilações, a conceituação básica da arte pode continuar sendo practicista, ou seja, como sendo criação de obra antes de tudo entitativa, sem preocupação intencionalística a expressar temas.
Aristóteles (384 - 322 a. C.), ao distinguir entre a ação e o fazer da arte, mostrou que a ação é imanente (permanecendo seu efeito no indivíduo), ao passo que a arte é produto exterior à ação (situando-se fora do indivíduo que a produz). Ao esclarecer tais diferenças se conservou no contexto de que a arte é expressão entitativa e não afirma diretamente que ela seja uma expressão com objetivo temático ou intencionalístico.
"Sendo diverso o produzir e o agir, não há dúvida que a arte visa ao produzir, não ao agir" (Ética a Nicômaco, 6, 4. 1140 a 7).
E depois conclui, referindo-se ao modelo oferecido pela razão:
"Logo, como se disse, a arte é certo hábito produtivo com razão verdadeira; e, ao invés, a carência da arte é um hábito com razão falsa à cerca daquelas coisas que podem ser diferentemente" (Aristóteles, Ética à Nicômaco, 6, 4. 1140a
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